O candidato do PT ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, derrotado na disputa em que foi reeleito o governador Eduardo Riedel (PP), afirmou que o resultado desfavorável nas urnas não representa uma derrota política. O posicionamento foi divulgado por meio de uma análise publicada em seu perfil no Instagram, na qual o político comentou a hegemonia da direita no estado e destacou o foco de sua campanha nos setores mais vulneráveis da sociedade.
Com quase 90% das urnas apuradas, Trad somava pouco mais de 319 mil votos, enquanto o governador reeleito, Eduardo Riedel, alcançava 910 mil votos. Apesar da diferença, o candidato considerou expressiva a votação obtida, ponderando as características de um estado que, segundo sua avaliação, historicamente pretere as populações mais pobres, incluindo acampados, indígenas, assentados e trabalhadores urbanos e rurais.
Conforme o petista, o desafio atual reside na reorganização das forças de esquerda e centro-esquerda no âmbito estadual. Ele apontou como pontos positivos o desempenho da legenda e dos aliados na Assembleia Legislativa, onde o PT deve ocupar quatro cadeiras, além da eleição de Camila Jara (PT) como a deputada federal mais votada do pleito.
Durante sua manifestação, Trad agradeceu o apoio de seus eleitores e elogiou a atuação de sua candidata a vice, Gilda Maria dos Santos, destacando o papel desempenhado por ela na representação das mulheres e das mães durante a campanha eleitoral. O candidato também direcionou palavras aos colegas de coligação ao Senado, Vander Loubet (PT) e Soraya Thronicke (PSB), que também não obtiveram êxito, classificando o revés como um momento episódico que exige fé e continuidade na luta por ideais.
O ex-candidato argumentou que o estado possui um foco acentuado em setores de alta renda e que os partidos de esquerda e centro-esquerda não saem fragilizados do pleito, uma vez que enfrentaram sozinhos grandes conglomerados econômicos, indústrias de grande porte, a máquina de prefeituras e a maioria dos deputados estaduais.
Por fim, Trad estendeu sua análise para o cenário nacional, demonstrando preocupação com a expansão da direita em diversos estados e alertando para os riscos associados à preservação das riquezas e dos recursos minerais do país diante do interesse internacional. Ele comparou o momento a episódios históricos de exploração e reforçou que o grupo político seguirá vigilante na defesa da soberania nacional.
Fonte: www.campograndenews.com.br
