A IA chegou para ficar – 13/12/2025 – Tostão
O Flamengo venceu o Pyramids do Egito por 2 x 0 e fará a final do torneio Intercontinental contra o PSG. Na média dos dois tempos houve um equilíbrio no domínio da bola, do jogo e na criação de claras chances de gols. A diferença foi os dois gols em bolas paradas, uma importante vantagem para quem tem um cruzador de bola como Arrascaeta e dois zagueiros excelentes no jogo aéreo, autores dos dois gols. Esta é uma evolução do futebol moderno.
Conheceremos neste domingo (14) os finalistas da Copa do Brasil. Corinthians e Vasco, que fizeram campanhas no Brasileirão inferiores às de Cruzeiro e Fluminense, venceram o primeiro jogo e atuam pelo empate.
No Mineirão, Dorival Júnior corrigiu os erros da partida anterior contra o Cruzeiro, uma derrota por 3 a 0 no Brasileirão, ao escalar duas linhas compactas de quatro jogadores em vez do esquema com três zagueiros e dois alas. O Cruzeiro não teve a facilidade de atacar pelos lados.
Além disso, foi bom Dorival não ter escalado Garro, independentemente de suas condições físicas. Com quatro no meio-campo, dois pelo meio e dois pelos lados, a marcação ficou muito mais eficiente. É o habitual. O Cruzeiro jogou mal porque o Corinthians marcou bem e por sua falta de intensidade e muitos erros de passes.
Lamentável que o jogo no Mineirão tenha sido tão tumultuado pelos dois times com excessos de reclamações, discussões e interrupções. Espero que em Itaquera haja um melhor futebol. Dorival vai manter o esquema usado no Mineirão ou o time terá a volta de Garro?
Vasco e Fluminense fizeram uma partida fraca, equilibrada. O experiente Coutinho e o jovem Rayan foram novamente os destaques do Vasco. Canobbio, o melhor atacante do Fluminense, que marca e ataca, fez muita falta. Continua incerto quem serão os finalistas. O segredo mora nos detalhes.
Por preguiça e praticidade, assistirei aos dois jogos deste domingo pela TV, como faço sempre. Sei que no estádio eu teria uma visão mais ampla do conjunto, mas as transmissões das televisões estão cada dia mais abertas. Além disso, em casa, tenho muitas informações sobre o jogo, vejo as repetições de imagens e escuto as opiniões, o que facilita meu trabalho. Aprecio e aprendo com alguns comentaristas, como Paulo Calçade, da ESPN, e Carlos Eduardo Mansur, do SporTV.
Por que vários narradores e narradoras falam e gritam tanto, como se estivessem no rádio, já que as imagens valem mais que mil palavras? Deve ser para dar mais emoção ao jogo e aumentar a audiência. Algumas palavras estão frequentemente presentes. Tudo é histórico, mágico e emocionante.
Há nas transmissões, antes, durante e depois das partidas, um excesso de explicações táticas, estratégicas e de comparações. Muitas são inúteis. Um time pode finalizar mil vezes, dentro ou fora do gol, e não criar uma única chance clara de gol. Nas comparações entre os artilheiros, mais importante do que o número é a média de gols, ainda mais quando a amostragem é grande.
Existe também um exagero nas explicações táticas, como se tudo o que acontece no jogo fosse planejado, ensaiado. Basta uma movimentação, um jogador dar dois passos para a frente, para dizerem que mudou o desenho tático, como se os atletas fossem bonecos previamente localizados nas pranchetas. A ciência esportiva evoluiu, é importantíssima nas análises técnicas, táticas, mas não se podem desprezar os detalhes surpreendentes e os acasos.
Será que no futuro, brevemente, as transmissões, reportagens e análises na TV e nas colunas de jornais sobre um jogo de futebol serão transformados com as máquinas pensantes, a inteligência artificial? A vida por um clique. Será que a IA vai divagar, imaginar, ironizar, sonhar?
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