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Popular nas redes, mistura de produtos de limpeza causa danos respiratórios e à pele; saiba como evitar

A prática comum nas redes sociais de misturar produtos químicos para a limpeza doméstica pode liberar gases tóxicos e causar sérios problemas à pele e ao sistema respiratório.

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Popular nas redes, mistura de produtos de limpeza causa danos respiratórios e à pele; saiba como evitar

A prática disseminada nas redes sociais de misturar diferentes produtos de limpeza para potencializar a faxina tem acendido um alerta entre médicos e especialistas em saúde. Publicações em plataformas como TikTok e Instagram frequentemente exibem receitas caseiras que combinam itens como água sanitária, desinfetantes e limpa-vidros, relatando por vezes sintomas passageiros como tontura e mal-estar, que na verdade representam reações tóxicas do organismo.

Especialistas explicam que produtos industrializados vendidos em supermercados são seguros para uso doméstico desde que aplicados isoladamente e conforme as instruções dos fabricantes. No entanto, o hábito de unir substâncias — como sabão em pó com água sanitária ou vinagre — desencadeia reações químicas perigosas, liberando elementos como o gás cloro, que é extremamente tóxico, especialmente em ambientes fechados e com pouca ventilação.

Outro erro comum apontado por profissionais da área é o uso de água em alta temperatura durante a aplicação de produtos químicos. A água quente atua como catalisador, alterando o estado físico das substâncias e elevando o risco de liberação de vapores nocivos ou até mesmo reações inflamáveis, como pode ocorrer ao misturar hipoclorito com água aquecida na lavagem de banheiros.

Receitas caseiras que misturam bicarbonato de sódio com vinagre também costumam frustrar expectativas técnicas. Embora criem uma efervescência visualmente chamativa, os compostos acabam por se anular mutuamente, perdendo a eficácia tanto na remoção de sujeiras complexas quanto na desinfecção microbiológica dos ambientes.

Do ponto de vista médico, o pneumologista Marcelo Ceneviva Macchione adverte que a inalação de vapores químicos irrita vias aéreas como nariz, garganta e brônquios, podendo desencadear crises severas em asmáticos e portadores de bronquite. Exposições prolongadas ou reações mais intensas podem resultar em broncoespasmos ou edema pulmonar, exigindo ventilação constante dos cômodos durante a limpeza.

Além dos riscos respiratórios, o dermatologista Victor Bechara destaca que o contato direto e continuado com misturas químicas agressivas favorece o surgimento de dermatites. O aparecimento de mãos avermelhadas, rachaduras e lesões nas unhas é frequente, tornando indispensável o uso de luvas impermeáveis adequadas e a lavagem correta das mãos ao término da faxina para preservar a integridade da pele.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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