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TSE nega que atraso na divulgação dos resultados tenha comprometido apuração dos votos à presidência

Tribunal Superior Eleitoral afirmou que uma contenção no processamento de dados afetou apenas a publicação na internet, sem causar prejuízos à apuração e à totalização das urnas.

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TSE nega que atraso na divulgação dos resultados tenha comprometido apuração dos votos à presidência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta terça-feira (6) que o atraso verificado na divulgação dos dados das eleições presidenciais no último domingo (4) tenha causado qualquer tipo de prejuízo à realização do primeiro turno do pleito.

De acordo com manifestações oficiais da Corte Eleitoral, passaram a circular em redes sociais diversos vídeos e mensagens que sugerem a ocorrência de supostas fraudes nos resultados oficiais da votação após a lentidão na atualização das informações.

Em nota formal emitida à imprensa, o TSE esclareceu que o problema técnico consistiu em “uma contenção no processamento de dados que paralisou um dos módulos dos sistemas utilizados para divulgar os resultados na internet”.

O tribunal reforçou que o incidente cibernético afetou estritamente a etapa de divulgação pública dos resultados, garantindo que não houve qualquer interferência ou dano direto à apuração e à totalização dos votos computados nas urnas.

Segundo o detalhamento divulgado, quando o percentual de apuração para os cargos de presidente e vice-presidente alcançou a marca de 64,81%, a contenção travou especificamente o módulo responsável por gerar os arquivos de visualização para a abrangência nacional.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, já havia declarado no próprio domingo que um fluxo de acessos superior ao patamar considerado normal gerou um congestionamento severo nos sistemas, resultando na demora para atualizar o painel.

Com a falha temporária, as informações públicas referentes à disputa presidencial ficaram paralisadas e sem atualizações por aproximadamente uma hora, gerando grande expectativa e repercussão pública.

Para esclarecer o funcionamento do pleito, a Justiça Eleitoral reiterou que o fluxo ocorre em três momentos distintos: a apuração, realizada diretamente pelas urnas eletrônicas; a totalização, que consiste na soma dos dados; e a divulgação final ao público.

O tribunal pontuou que, enquanto a geração dos arquivos de visualização esteve interrompida, os boletins de urna prosseguiram sendo transmitidos, recebidos, devidamente processados e publicados na internet.

Por fim, a Corte Eleitoral informou que a normalidade na geração dos arquivos de visualização para o escopo do Brasil foi completamente restabelecida às 20h04 de domingo, prosseguindo desde então sem novas falhas ou interrupções.

Fonte: g1.globo.com

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