Nesta semana, os israelenses marcaram o terceiro aniversário do dia mais letal de violência da história do país. Na manhã de 7 de outubro de 2023, um feriado judaico, o grupo terrorista Hamas liderou uma ofensiva transfronteiriça da Faixa de Gaza contra o sul de Israel, invadindo bases militares e comunidades próximas à fronteira, além de perseguir participantes de um festival de música.
Segundo autoridades israelenses, os homens armados mataram cerca de 1.200 pessoas e levaram outras cerca de 250 para Gaza como reféns. Os ataques deflagraram uma guerra devastadora no território palestino, onde dezenas de milhares de pessoas perderam a vida na contraofensiva israelense, reduzindo grande parte da região a escombros.
Os irmãos gêmeos Gali e Ziv Berman tinham 26 anos quando foram capturados em Kfar Aza, o kibutz onde moravam. Um ano depois de serem libertados em outubro de 2025, após dois anos de cativeiro em que foram separados, espancados e privados de comida em túneis úmidos, eles tentam se concentrar em reconstruir suas vidas e recuperar a normalidade.
Durante o período de cativeiro e o longo processo de retorno, os irmãos enfrentaram perdas profundas, incluindo a destruição de sua comunidade em Kfar Aza, onde mais de 60 moradores foram mortos e cerca de 19 foram sequestrados. A readaptação envolveu tratamento médico extensivo, apoio psicológico e o reencontro com familiares e amigos próximos que também sobreviveram aos ataques.
Atualmente, Gali estuda direito, governança e diplomacia na faculdade, enquanto Ziv está em um novo relacionamento. No entanto, os horrores vividos e as lembranças do cativeiro continuam a fazer parte de suas trajetórias, marcadas também por viagens internacionais e por um ativismo dedicado a contar ao mundo o que aconteceu durante a guerra no Oriente Médio.
Mesmo com os avanços na reconstrução de suas rotinas, os irmãos afirmam que o tempo passado em Gaza sempre fará parte deles, para o bem e para o mal. A superação do trauma permanece como um desafio diário, mas eles reforçam o valor da liberdade e a união familiar após sobreviverem a um dos capítulos mais dramáticos da história recente da região.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
