
A Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou dois investigados na Operação Successione a exercerem o direito ao voto. As decisões, divulgadas na segunda-feira (19) no Diário da Justiça, tratam de concessões individuais a réus apontados por suposta integração a uma organização criminosa voltada à exploração do jogo do bicho no estado.
Um dos beneficiados é Samuel Ozório Junior, que cumpre prisão domiciliar e também recebeu permissão para se submeter a uma cirurgia. Em janeiro, ele havia deixado o estabelecimento prisional por questões de saúde, sob monitoramento eletrônico e proibição de contato com outros denunciados, conforme determinação da 4ª Vara Criminal de Competência Residual.
Investigação do Gaeco
Segundo denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Samuel teria integrado o grupo criminoso entre 2019 e novembro de 2025, atuando na manutenção e expansão da contravenção principalmente em Campo Grande.
O outro beneficiado com a autorização para votar é Marco Aurélio Horta, ex-chefe de gabinete do então deputado estadual Neno Razuk. Conhecido como Marquinho, ele foi preso durante a quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025, e pediu exoneração do cargo no mês seguinte.
Movimentações financeiras
A investigação aponta que Horta teria atuado na movimentação financeira vinculada à família Razuk, realizando pagamentos de despesas pessoais e disponibilizando cartão de crédito ao então parlamentar. Os apurados também envolvem a suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e o uso de uma estrutura organizada para sustentar as atividades ilegais.
