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Aviação civil de Mato Grosso do Sul supera média nacional de crescimento em setembro

Setor aeroportuário estadual registrou 71 mil viajantes no mês, impulsionado pelo desempenho em Campo Grande e Dourados.

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Aviação civil de Mato Grosso do Sul supera média nacional de crescimento em setembro

A aviação civil em Mato Grosso do Sul contabilizou 71 mil passageiros no mês de setembro, conforme levantamento divulgado nesta terça-feira (20) pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O volume representou um incremento de 1,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior, superando o índice nacional de alta, que ficou em 0,7% na mesma base de comparação.

Movimento nos aeroportos estaduais

O Aeroporto Internacional de Campo Grande liderou a movimentação no estado em setembro de 2026, com 60,5 mil passageiros transportados e uma taxa de ocupação de quase 80% entre os 76 mil assentos ofertados. Dourados ocupou a segunda posição com 4,2 mil passageiros, registrando uma taxa de ocupação de 84,1% e um salto de 258% no indicador de passageiros pagantes por quilômetro voado frente a agosto.

O terminal de Bonito ficou em terceiro lugar, somando 3,7 mil passageiros e aproveitamento de 75,7%. Corumbá contabilizou 1,6 mil passageiros com 70% de ocupação, ao passo que Ponta Porã apresentou o menor fluxo do grupo, com 987 passageiros e 55% de aproveitamento das 1,7 mil vagas disponíveis.

Novas rotas e cancelamentos

O avanço em Dourados foi impulsionado pela implantação de voos diários para o Aeroporto de Guarulhos (SP) pela Latam, operados sete dias por semana. A retomada das operações comerciais no município ocorreu em setembro de 2025, após quatro anos e quatro meses de paralisação, com ampliação gradual da grade até atingir a frequência diária em abril deste ano.

Em contrapartida, a Gol confirmou na última sexta-feira (16) o encerramento de duas conexões no estado: a rota entre Campo Grande e o Aeroporto do Galeão (RJ), retomada há menos de três meses, e a linha entre Bonito e Congonhas (SP), que funcionava havia quase cinco anos. Em comunicado oficial, a companhia aérea atribuiu o cancelamento ao encarecimento do querosene de aviação (QAV), cujo preço dobrou e hoje responde por 40% dos custos operacionais da empresa.

Escrito por

Jeder Fabiano