
O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Renan Contar, conhecido como Capitão Contar (PL), contestou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e classificou o pleito como o mais controverso da história do Brasil. Em publicação realizada nas redes sociais no fim da noite de domingo (25), o parlamentar afirmou que o processo foi marcado por aberrações jurídicas.
Críticas ao STF e questionamentos
A principal reclamação do senador envolve a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação da votação até as 19h nos locais onde o pleito não havia sido encerrado às 17h. Contar mencionou o histórico de atuação de Zanin como advogado de Lula e colocou em dúvida as justificativas sobre atrasos em ônibus na cidade de Salvador.
Flávio Bolsonaro (PL), segundo colocado na disputa presidencial, também discursou à imprensa e adotou tom semelhante, afirmando que a campanha do adversário não será reconhecida e que a sua equipe jurídica pedirá a anulação da eleição. Segundo o candidato derrotado, a regra do jogo teria sido alterada pelo STF durante o andamento da votação.
Assédio eleitoral em Mato Grosso do Sul
Enquanto a disputa repercute na esfera política, o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) informou nesta segunda-feira (26) que o Estado contabiliza 35 denúncias de assédio eleitoral. O número representa um crescimento de aproximadamente 218% em relação aos 11 registros computados até o primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
De acordo com o órgão, as queixas envolvem ameaças, intimidações e pressões sobre trabalhadores em razão de suas escolhas políticas, condutas que podem ser denunciadas mesmo após o encerramento da votação. A procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, destacou que o canal on-line da instituição permanece disponível para receber relatos de forma sigilosa.
