Além do petróleo: guerra faz disparar o preço do alumínio
O alumínio sobe 9% na Bolsa de Metais de Londres desde o início da guerra, há duas semanas.
É mais uma consequência do bloqueio ao estreito de Ormuz. Pelo menos 5 milhões de toneladas atravessam a passagem marítima por ano. Dá 7% da produção global, de 74 milhões de toneladas. Vários países do golfo são exportadores da commodity: Bahrain, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Sem ter como escoar boa parte da produção, as usinas locais começam a cortar o output. A Alba, do Bahrain e que opera a maior usina de alumínio do mundo, iniciou uma paralisação gradual.
A empresa desligou três linhas de produção, que juntas respondem por 19% de sua capacidade total de 1,6 milhão de toneladas por ano.
E o problema não é só no escoamento do alumínio. É na chegada da matéria prima também: a alumina, mineral que serve de base para a produção do metal brilhante, chega em grande parte pelo Estreito de Ormuz.



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