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Oruam e família são alvo de operação no Rio contra braço financeiro do Comando Vermelho

Oruam e família são alvo de operação no Rio contra braço financeiro do Comando Vermelho

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, a mãe dele, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, e um dos irmãos, Lucas Santos Nepomuceno, são alvo de uma operação deflagrada nesta quarta-feira, 29, pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o braço financeiro do Comando Vermelho.

A ação é mais uma etapa da Operação Contenção, iniciada em outubro do ano passado com o objetivo de conter o avanço territorial da facção criminosa no Estado.

A defesa dos citados não foi localizada. O espaço segue aberto.

 Oruam e família são alvo de operação no Rio contra braço financeiro do Comando Vermelho

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, e a mãe dele, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, são alvo de operação contra o braço financeiro do CV. Foto: Reprodução/Rede social

Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumprem mandados em endereços ligados aos envolvidos em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Entre eles, estão 12 mandados de prisão preventiva.

Além de Oruam – que está foragido desde fevereiro -, Márcia e Lucas, o traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, líder do CV e pai do rapper, também é alvo de um mandado de prisão preventiva. Ele já está preso há quase 30 anos.

A DRE afirmou que a operação é resultado de uma investigação que durou cerca de um ano e mapeou a engrenagem financeira utilizada pela facção, com base na análise de dados extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras.

Segundo a corporação, a apuração identificou um sistema estruturado de recebimento, distribuição e reinserção de valores ilícitos na economia formal. Os operadores financeiros recebiam o dinheiro arrecadado com o tráfico de drogas das lideranças do CV e eram responsáveis por fracionar esses valores em contas de terceiros, além de utilizá-los para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial.

A investigação também mostrou que os criminosos atuavam de forma coordenada, e alguns eram responsáveis por intermediar transações sucessivas com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.

“Também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, evidenciando a origem ilícita dos recursos”, afirmou, em nota, a Polícia Civil.

Durante a investigação, os policiais tiveram acessos a diálogos entre Carlos Costa Neves, conhecido como Gardenal, apontado como uma das principais lideranças do CV, e um miliciano. As conversas indicam que Marcinho VP segue na liderança central da facção, mesmo após três décadas de prisão.

“As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos“, disse a Polícia Civil.

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