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Dor intensa e febre alta marcam vida de pacientes que tiveram chikungunya em Dourados

Dor intensa e febre alta marcam vida de pacientes que tiveram chikungunya em Dourados

Mirian Araujo, de 39 anos, ainda sofre com as dores da chikungunya. Ela e toda a família contraíram a doença e lidam com os reflexos da arbovirose. Nesta quarta-feira (29), ela levou a filha para atendimento no Posto de Saúde Pa’i Kwara Rendy, a UBSI (Unidade Básica de Saúde Indígena) Jaguapiru 2, em Dourados, e aproveitou para buscar a imunização.

“Essa doença é muito ruim, deixa a gente muito ruim e com uma dor no corpo que não passa. É muita febre, nossa, a gente não consegue nem levantar da cama. É muita febre, dor no corpo, e a gente perde a força nas mãos, no pé. Então, eu acho muito ruim”, detalha a dona de casa.

Diante de tantos efeitos negativos, Mirian destaca a importância de buscar a vacinação. “Acho importante essa vacina pra gente, né? Porque é muito ruim, principalmente para as pessoas de mais idade também. Então, eu acho muito importante as pessoas virem tomar, né? Aproveitar e trazer a família”, afirma.

Medo e preocupação

Bruna, professora em Dourados. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

A professora Bruna Rodrigues da Silva, de 32 anos, conta que a epidemia afetou fortemente a rotina escolar, e ela viu de perto os efeitos da doença.

“A demanda de alunos doentes foi muito grande, e os funcionários também, teve muita defasagem de funcionários na escola, porque precisaram pegar atestado, né? No administrativo, professores”, relata Bruna, que está grávida de 7 meses.

“E a preocupação foi grande comigo, pelo fato de eu estar gestante. Então, assim, foi algo muito preocupante pra mim, minha família, meu esposo, né? A minha sogra ficou doente, então, a gente viu de perto como é a recuperação, como é a doença. Então, foi bem difícil”, completa a professora.

A professora relata que a sogra passou por muita dor e febre. “Ela teve muita dor, dificuldade pra andar, dificuldade pra se locomover. À noite, ela falou que sentia muita dor, principalmente no período da madrugada, quando ela precisava levantar. Então, assim, foi bem sofrido para ela, e ela tem diabetes, tem algumas complicações [de saúde], que já foram dificultando mais ainda a situação dela”, compartilha.

No caso de Bruna, os cuidados contra a chikungunya precisaram ser dobrados devido à gestação, até porque gestantes não podem tomar a vacina.

“Graças a Deus a agente de saúde, lá, foi em casa e, quando começou o surto, eu já estava fazendo acompanhamento médico, e os médicos orientaram que eu fizesse o uso do repelente, que eu fizesse a limpeza do terreno; então, a gente foi fazendo isso, conforme foi orientado para a gente”, completa.

Vacinação

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Rocleiton Ribeiro Flores, enfermeiro. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

O enfermeiro Rocleiton Ribeiro Flores, de 31 anos, explica que a campanha de vacinação contra a chikungunya começou na segunda-feira (27) e, até o momento, cerca de 100 pessoas se imunizaram.

Podem acessar a vacina pessoas de 18 a 59 anos, com comorbidades como pressão alta, diabetes e em uso de algumas medicações, como corticoide. Já gestantes não podem se vacinar.

Nas unidades de saúde indígenas Jaguapiru 2 e Bororó 2, a campanha inicialmente se estende até o dia 9 de maio. No entanto, já são montadas estratégias de “Dias D”, em fins de semana, com mutirões de vacinação.

As equipes de saúde fazem a triagem dos usuários que chegam para a vacinação. Os que têm critério já são vacinados, e os que não atendem aos critérios são orientados.

O profissional explica ainda que, agora, pacientes que contraíram chikungunya já apresentam a fase crônica da doença, o que também demanda estratégia de atendimento.

“Tem chegado pacientes na fase crônica, que demandam atendimento de longo prazo. A gente sabe que há pacientes que vão ficar até dois anos na fase crônica; então, os nossos médicos já tiveram a qualificação, treinamento, juntamente com toda a equipe, para poder fazer todo esse manejo e entrar com as medicações certas para essa fase”, detalha Rocleiton.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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