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Gestão da FIEMS enfrenta série de denúncias e pressão institucional em Mato Grosso do Sul

Liderada por Sérgio Longen e Luiz Gonzaga Crosara Júnior, entidade é alvo de acusações sobre contratos, pedidos de investigação e análise da CGU.

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Gestão da FIEMS enfrenta série de denúncias e pressão institucional em Mato Grosso do Sul

A administração da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), encabeçada pelo presidente Sérgio Longen e pelo vice-presidente Luiz Gonzaga Crosara Júnior, enfrenta um período de intensa pressão política e institucional. Nos últimos meses, vieram a público diversas acusações contra a diretoria, abrangendo desde contratos milionários até denúncias de violência política.

Investigação por violência política de gênero

Um dos episódios mais recentes envolve a deputada federal Camila Jara (PT-MS), que protocolou um pedido de investigação por violência política de gênero junto ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. A parlamentar relatou ter sido retirada de um elevador mediante o uso de força bruta, supostamente por ordem de Sérgio Longen, durante uma agenda na Casa da Indústria com a presença do ministro da Fazenda, Dário Durigan.

Camila Jara solicitou a preservação das imagens das câmeras de segurança da instituição. A deputada apontou a possibilidade de o fato configurar retaliação à atuação fiscalizatória de seu mandato, que tem cobrado explicações sobre cerca de R$ 60 milhões em verbas repassadas ao Sistema Fiems e investigações relacionadas à entidade.

Atuação da CGU e contratos de tecnologia

Diante do cenário, a Controladoria-Geral da União (CGU) comunicou que poderá utilizar reportagens e documentos sobre as supostas irregularidades como base para definir futuras auditorias. O órgão informou que as denúncias serão analisadas no planejamento de controle para 2027, com base em critérios técnicos como materialidade, gravidade, risco e capacidade operacional.

As suspeitas também alcançam contratos firmados com empresas de tecnologia, incluindo a Acto Soluções em Tecnologia e a ascensão de Luiz Gonzaga Crosara Júnior ao cargo de vice-presidência. O material aponta indícios de uso de documentos supostamente falsos em licitações, favorecimento empresarial, conflito de interesses, além de questionamentos sobre atestados de capacidade técnica contestados por concorrentes e uma rede de empresas que teria assumido contratos anteriores da Acto.

Posicionamento dos citados

A reportagem que originou as apurações informou ter buscado contato repetidas vezes com a FIEMS, Sérgio Longen, Luiz Gonzaga Crosara Júnior e os demais citados. Parte dos envolvidos negou qualquer irregularidade em declarações iniciais, enquanto outros deixaram de responder aos novos questionamentos, mantendo-se o espaço aberto para manifestações. Os órgãos competentes ainda conduzem as apurações, e as acusações não constituem condenação ou comprovação definitiva.

Com informações de: pautadiaria.com.br.
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