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Anthropic revela casos em que assistente de IA Claude foi usado para armas, espionagem e fraudes

Relatório divulgado pelo laboratório de inteligência artificial aponta que usuários exploraram a ferramenta Claude em atividades ilícitas, incluindo desenvolvimento de armamentos, operações cibernéticas e golpes digitais.

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Anthropic revela casos em que assistente de IA Claude foi usado para armas, espionagem e fraudes

O laboratório de inteligência artificial Anthropic divulgou um relatório detalhado revelando que diversos usuários utilizaram seus produtos tecnológicos, em especial o assistente Claude, para fins que vão desde a fabricação de armamentos convencionais até operações complexas de espionagem eletrônica, vigilância em massa e fraudes financeiras.

No setor de armas convencionais, a empresa apontou que agentes baseados na China empregaram o chatbot para criar softwares de guerra eletrônica, simular interferências em radares e auxiliar no desenvolvimento de sistemas antitorpedos e pesquisas sobre armamentos de alta potência. Houve também registros de uso no norte do Iêmen para apoiar a programação de foguetes guiados e mísseis balísticos, além de tentativas na Rússia voltadas para o suporte a enxames de drones autônomos de ataque.

O relatório também destacou tentativas de utilização da tecnologia na pesquisa biológica sensível, incluindo consultas para auxiliar no estudo de modificações em vírus perigosos como o da chikungunya e da gripe aviária em regiões onde o serviço não opera oficialmente, exigindo o mascaramento da localização dos usuários.

Nas frentes de investidas eletrônicas e ciberespionagem, operadores de língua chinesa usaram a inteligência artificial para descobrir e explorar vulnerabilidades em dezenas de redes governamentais estrangeiras. Da mesma forma, redes associadas à Rússia aplicaram recursos automatizados em ataques de phishing e sequestro de conexões, enquanto grupos ligados ao Irã buscaram mapear alvos navais e perfilar autoridades e órgãos internacionais.

As ferramentas da Anthropic também foram empregadas em esquemas de vigilância governamental e comercial, como no rastreamento de dissidentes, minorias e ativistas na Síria e na China, além do monitoramento de comunicações e cartões SIM estaduais em países como o Mali. Por fim, operadores baseados na China criaram plataformas automatizadas com milhares de perfis falsos em aplicativos de namoro para aplicar golpes em dezenas de milhares de usuários.

Diante das constatações, a empresa reforçou que tem intensificado suas barreiras de segurança e banido contas associadas a atividades mal-intencionadas, ao passo que governos e órgãos citados no levantamento mantêm posições divergentes ou optaram por não comentar diretamente as acusações apresentadas no documento.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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