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Campanha de Lula na TV questiona capacidade de Flávio Bolsonaro no combate ao crime

Programa eleitoral da campanha de Lula que vai ao ar na TV utilizará ligações de adversários com investigados para rebater discursos sobre segurança pública e inflação.

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Campanha de Lula na TV questiona capacidade de Flávio Bolsonaro no combate ao crime

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara para ir ao ar na TV uma estratégia que questiona a capacidade de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de combater a criminalidade. De acordo com os marqueteiros governistas, o parlamentar possui laços com pessoas investigadas pela Justiça, a exemplo do dono do antigo Banco Master, Daniel Vorcaro, o que inviabilizaria um discurso firme na área de segurança pública.

O material audiovisual, programado para ser veiculado na noite deste sábado (12), surge como uma resposta direta às investidas da oposição bolsonarista, que tem explorado temas como a segurança e a alta de preços. Com o crescimento do adversário nas pesquisas de intenção de voto, a equipe de Lula busca reajustar o formato e o conteúdo de suas peças de propaganda para conter o avanço do concorrente.

Esta será a primeira vez no atual ciclo eleitoral que o programa do petista trará a segurança pública como eixo central de discussão. O assunto havia aparecido apenas de forma tangencial em ocasiões anteriores, abordando pautas como a violência contra a mulher e menções elogiosas a operações policiais contra o crime organizado, a exemplo da ação batizada de Carbono Oculto.

No trecho final da produção televisiva, o foco se volta para nomes do espectro político de oposição que acumulam investigações formais. Além de Daniel Vorcaro, a peça cita Rodrigo Bacelar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Um locutor questiona o público: “Como alguém cercado deste tipo de gente pode combater o crime?”.

A propaganda também aborda o legado da gestão passada, mostrando imagens de uma rua onde disparos de arma de fogo atingem edifícios enquanto cidadãos transitam pelo local. A locução argumenta que o governo anterior contribuiu para o aumento da violência ao facilitar o acesso a armamentos e munições, alegando que grande parte desse material acabou desviada para facções criminosas.

Em contrapartida, o presidente Lula aparece no vídeo defendendo uma maior cooperação e intervenção da União nas políticas de segurança pública. O chefe do Executivo acusa seus opositores de criarem obstáculos para a aprovação de propostas de emenda à Constituição que poderiam alterar estruturalmente esse modelo de atuação institucional no país.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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