Casos em alta mantêm 41 internados por chikungunya em Dourados
Em 2026, Dourados contabiliza oito mortes e mais de 2 mil casos confirmados de chikungunya
A epidemia de chikungunya segue em alta em Dourados. Em 24 horas, o município confirmou 41 novos casos, o que elevou o total para 2.204 registros. Somente em 2026, a cidade já contabiliza oito mortes, mais de 6 mil casos notificados e 41 pessoas internadas.
Do total de 6.411 notificações, 4.959 aparecem como casos prováveis, 2.204 estão confirmadas e 2.755 seguem em investigação. Outros 1.452 registros estão descartados. Os dados constam no boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (22) pela prefeitura.
Atualmente, 41 pacientes seguem hospitalizados com suspeita ou confirmação da doença. Já a taxa de positividade é de 60,2%, ou seja, a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagnóstico confirmado para chikungunya.
A situação também segue crítica no restante de Mato Grosso do Sul. Em 2026, o Estado já confirmou 12 mortes pela doença, o equivalente a 63% dos 19 óbitos registrados em todo o país. Conforme os dados, oito ocorreram em Dourados.
Oito mortes em Dourados
Dourados concentra mais da metade das mortes por chikungunya no Estado. Entre as vítimas, sete eram indígenas — dois bebês (de 1 e 3 meses) e cinco adultos, em sua maioria idosos (69, 73, 77, 60, 55 e 63 anos).
A morte mais recente no município é de um homem de 63 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 7 de abril e possuía comorbidades, como câncer e diabetes. Essa foi a primeira morte registrada na área urbana. Até então, os sete óbitos anteriores haviam ocorrido em regiões da reserva indígena.
Além disso, dois óbitos seguem em investigação: uma criança de 12 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 28 de fevereiro, e um homem de 84 anos, que morreu em 18 de abril e era residente da área urbana de Dourados.
O que é a chikungunya

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.
Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.
Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.
Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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(Revisão: Nichole Munaro)


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