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Confea e Crea-SP usam inteligência de dados para nortear políticas públicas de infraestrutura

Confea e Crea-SP usam inteligência de dados para nortear políticas públicas de infraestrutura

A busca por soluções para a infraestrutura em todo o território nacional, orientada por dados atualizados e condizentes com a realidade, foi o motor dos debates no Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026, em São Paulo, nos dias 27 e 28 de março. No evento, cerca de 4 mil profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) aliaram conhecimento técnico e experiência com o objetivo de antecipar as necessidades dos municípios brasileiros em infraestrutura e impactar de forma positiva a vida da população.

O compromisso já tem ações concretas. A engenheira e presidente do Crea-SP, Lígia Mackey, e o engenheiro e presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Vinicius Marchese, assinaram o termo de compromisso da ponte interestadual entre os municípios de Florínea (SP) e Santa Mariana (PR), seguido da entrega do documento à secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, engenheira Natália Rezende.

O documento assinado anteriormente pelo presidente do Crea-PR, Glodomir Ascari, permite o avanço do projeto considerado estratégico para a região, pois deve melhorar a integração entre os dois Estados e facilitar a mobilidade de pessoas, serviços e mercadorias. A nova ligação sobre o Rio Paranapanema também tende a fortalecer a economia local, especialmente nas áreas ligadas à produção agrícola e ao comércio regional. A ponte faz parte de um convênio entre o Confea e os dois Estados para a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA).

 Confea e Crea-SP usam inteligência de dados para nortear políticas públicas de infraestrutura

Vinicius Marchese, presidente do Confea; Natália Rezende (centro), secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado; e Lígia Mackey, presidente do Crea-SP Foto: Tiago Queiroz/Estadão Blue Studio

A assinatura do termo no palco do fórum fez Natália exaltar o papel da engenharia como o braço executor de uma política de Estado de longo prazo. “Não fazemos nada sem a engenharia e sem os engenheiros, compreendendo que a infraestrutura é, acima de tudo, uma política de Estado que deve perpassar governos.”

Natália disse que as obras, sejam de transportes e logística, saneamento básico, energia, habitação ou urbanismo, precisam ser feitas hoje para garantir o futuro da população. “A engenharia está presente em tudo o que precisamos para tirar as ideias do papel e transformá-las em soluções concretas, permitindo-nos transformar o que parece impossível em realidade”, afirmou.

Com base nessa importância, Marchese reforçou a visão de que a engenharia não deve ser vista apenas como uma atividade técnica, mas como uma ferramenta fundamental de transformação social e melhoria da qualidade de vida da população. “Conseguimos mudar e impactar a vida das pessoas por meio de projetos”, disse. Ele complementou esse raciocínio ao mencionar que a falta de engenharia prejudica diretamente o futuro das pessoas como, por exemplo, em casos de saneamento precário.

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