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Entidades médicas e autoridades lamentam morte de Angelita Gama

Entidades médicas e autoridades lamentam morte de Angelita Gama

A morte da médica Angelita Habr-Gama gerou manifestações de pesar de entidades médicas, instituições e autoridades, que destacaram o legado da pesquisadora e sua contribuição para a medicina brasileira e mundial, especialmente na área da coloproctologia, especialidade dedicada ao estudo e tratamento de doenças do intestino, cólon e reto.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lamentou a morte da médica e destacou sua relevância para a ciência. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que Angelita foi “uma perda para a medicina mundial” e classificou a pesquisadora como “uma grande mulher” e “referência para a medicina e a ciência”. O ministro ressaltou o pioneirismo da médica como primeira mulher professora titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

 Entidades médicas e autoridades lamentam morte de Angelita Gama

Entidades médicas e autoridades lamentam morte de Angelita Gama Foto: Marcelo Chello

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, onde ela estava internada desde 6 de maio, afirmou que a perda é irreparável para a medicina. Em nota, a instituição disse que “perdemos uma grande profissional e uma colega de quem sempre iremos nos lembrar com respeito, gratidão, carinho e admiração” e prestou solidariedade à família. Angelita atuava desde 1980 na instituição.

A Sociedade Brasileira de Coloproctologia destacou o papel da médica como referência na especialidade e sua trajetória de liderança. Para a entidade, Angelita será lembrada como “líder inconteste, professora por excelência, pesquisadora incansável e cientista brilhante”, com reconhecimento no Brasil e no exterior.

A Câmara Brasil-Líbano também lamentou a morte da médica e ressaltou o impacto de sua trajetória. Em nota, afirmou que sua vida representa “um verdadeiro legado para a coletividade, para toda a humanidade”. Filha de imigrantes libaneses, Angelita Habr-Gama nasceu na Ilha de Marajó, no Pará, e se mudou ainda jovem para São Paulo após a morte do irmão Nader, aos 14 anos.

Já a Sociedade Mundial de Oncologia Cirúrgica destacou o impacto global da médica. Em nota, a entidade afirmou que Angelita foi “uma das figuras mais influentes na história da oncologia cirúrgica e no tratamento do câncer colorretal em todo o mundo”.

Autoridades também se manifestaram. A ex-senadora Kátia Abreu classificou Angelita como uma “mulher valorosa para a medicina”, destacando que sua trajetória merece “respeito e admiração”.

Angelita faleceu neste sábado, 30, aos 92 anos. A causa da morte não foi divulgada. Ao longo dos anos, Angelita acumulou conquistas na carreira: tornou-se professora emérita da FMUSP, membro de várias sociedades médicas, destacada cientista na pesquisa de tratamento do câncer colorretal e detentora de dezenas de prêmios nacionais e internacionais.

Recentemente, o nome de Angelita foi incluído na lista dos 2% de cientistas mais influentes do mundo, em ranking elaborado pela Universidade de Stanford. Em 2023, a renomada Sociedade de Cirurgia de Boston, dos Estados Unidos, concedeu à médica a medalha Bigelow, oferecida a cirurgiões que tenham destacada contribuição para o progresso científico e ensino da cirurgia. Angelita foi a primeira mulher no mundo a receber tal honraria.

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