Lucro da Adidas recebe impulso da Copa do Mundo – 29/04/2026 – Esporte
A Adidas anunciou nesta quarta-feira (29) lucro operacional e vendas no primeiro trimestre acima do esperado, impulsionados pela demanda antecipada por produtos de futebol para a Copa do Mundo, antes do torneio da Fifa (Federação Internacional de Futebol) em junho.
A Adidas afirmou que priorizou a chegada antecipada dos produtos da Copa do Mundo aos seus mercados para evitar “diversos problemas de abastecimento e transporte”.
“Definitivamente, foi a decisão certa antecipar a chegada do estoque, especialmente para a Copa do Mundo”, disse o diretor financeiro Harm Ohlmeyer a jornalistas em uma teleconferência. “Sem isso, não teríamos conseguido crescer 14% no primeiro trimestre.”
Os equipamentos de corrida também impulsionaram o crescimento, com um aumento de mais de 10% nas vendas. A marca Adidas está em alta depois que seus tênis de corrida ultraleves ajudaram o atleta queniano Sabastian Sawe a se tornar a primeira pessoa a correr uma maratona em menos de duas horas em uma prova oficial, na Maratona de Londres, no domingo.
As ações da Adidas subiram quase 9% na manhã desta quarta-feira, impulsionadas pelo forte desempenho. As ações caíram ao longo do último ano devido às tarifas americanas e à cautela dos consumidores, e ainda estão próximas de seu menor nível em mais de três anos.
“No geral, a Adidas começou 2026 com força, ganhando participação de mercado globalmente, ao mesmo tempo que manteve as vendas a preço cheio, o que nos dá confiança de que poderá atingir suas metas de vendas e lucro para 2026”, escreveram os analistas do Telsey Advisory Group em um relatório para clientes.
A Adidas afirmou que a “disciplina” em não vender em excesso para os varejistas foi crucial para evitar a necessidade de descontos nos tênis em um ambiente de varejo “muito volátil”.
O CEO Bjorn Gulden apontou a Europa como o mercado com os maiores níveis de descontos e muita incerteza entre os consumidores.
A rival americana Nike afirmou no início deste mês que estava sendo “agressiva” com promoções para tentar liquidar o estoque não vendido.
As vendas trimestrais subiram para € 6,6 bilhões (R$ 38,5 bilhões), mesmo com vários países do Oriente Médio relatando quedas nas vendas devido à guerra com o Irã.
“Lojas em muitos desses mercados foram impactadas por atividades de guerra. E, claro, se houver alarmes de bomba em um mercado, isso significa que as autoridades orientam a não abrir as lojas”, disse Gulden a jornalistas, acrescentando que a situação mudava a cada dia.
Os mercados emergentes, que incluem o Oriente Médio, representaram 13% das vendas no primeiro trimestre.
O lucro operacional trimestral subiu 16%, para € 705 milhões (R$ 4,1 bilhões), bem acima dos 647 milhões (R$ 3,8 bilhões) projetados por analistas em uma pesquisa realizada pela empresa.
O segmento de calçados da Adidas cresceu apenas 4% em termos ajustados pela variação cambial, com as vendas dos modelos Samba e Gazelle desacelerando em comparação ao ano passado, enquanto as vendas de vestuário saltaram 31%, impulsionadas por designs locais, como as jaquetas esportivas do Ano Novo Chinês.



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