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Quais Estados têm o maior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil? Veja ranking

Quais Estados têm o maior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil? Veja ranking

O Brasil chegou em 2024 pela primeira vez no grupo de países com desenvolvimento humano “muito alto”. De acordo com relatório divulgado nesta terça-feira, 26, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) foi de 0,805 (o valor varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano).

Os resultados foram calculados a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando três indicadores: longevidade, taxa de escolaridade e renda da população.

 Quais Estados têm o maior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil? Veja ranking

IDHM do Distrito Federal supera a média nacional, aponta relatório. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

A série temporal analisada a partir de 2012 mostra que o IDHM Brasil cresceu de 0,744 para 0,805 em 2024, atingindo não apenas seu maior valor, mas colocando o País na faixa de “muito alto” desenvolvimento humano. Para atingir a faixa “muito alto”, é preciso estar acima de 0,800.

Esse crescimento ocorreu a despeito da diminuição do IDHM nos anos de 2020 e 2021, reflexo dos impactos gerados pela pandemia da covid-19. No período da pandemia, todos os Estados brasileiros tiveram queda do IDHM, com o País registrando uma retração de 2,4% de 2019 para 2021.

Com relação à renda da população, o Brasil teve uma trajetória de altos e baixos desde 2012 e a média anual de crescimento calculada ficou em 0,31%. Já a taxa de escolaridade foi o índice que mais evoluiu no período de 2012 a 2024, registrando um crescimento médio anual de 1,35%, apesar dos retrocessos causados pela pandemia. A longevidade, assim como as demais dimensões que compõem o IDHM, também foi impactada pela pandemia de covid-19, mas ainda assim cresceu a uma média de 0,31% ao ano.

O País, no entanto, ainda é marcado por desigualdades regionais. Na Paraíba, por exemplo, 59,1% da população com 18 anos ou mais tem o ensino fundamental completo. No Distrito Federal, esse porcentual sobe para 83,3%. A renda domiciliar per capita no Maranhão é de R$ 482,46, enquanto no Distrito Federal é de R$ 1.465,10.

As desigualdades entre brancos e negros também persistem e continuam significativas em todas as regiões, embora a distância tenha diminuído ao longo da série de 2012 a 2024. Entre homens e mulheres, as disparidades também são marcantes quando se considera o IDHM ajustado pela renda do trabalho.

“A imagem do progresso não pode ser dissociada da imagem da desigualdade. Os avanços foram significativos, mas distribuídos de forma desigual entre regiões, raças e entre mulheres e homens. O Brasil permanece preso em armadilhas de baixo dinamismo e padrões persistentes de exclusão, um quadro que se repete na maioria dos países da América Latina e do Caribe”, diz o representante residente do PNUD no Brasil, Claudio Providas.

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