Vini Jr. busca voo mais alto em 1ª Copa como protagonista – 28/04/2026 – Esporte
Integrante da seleção brasileira que parou nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, no Qatar, Vinicius Junior chega à sua segunda Copa do Mundo em cenário bem distinto. Antes um coadjuvante que tratava com reverência o dono do time, Neymar, o atacante vai desembarcar na América do Norte como o grande nome do Brasil.
Perto de completar 26 anos –seu aniversário será no domingo anterior à final–, o fluminense de São Gonçalo tem ciência de que a responsabilidade cresceu. A resposta diante dessa exigência vai ditar seu tamanho histórico na equipe nacional e no próprio futebol, que vive momento simbólico de passagem de bastão.
Tal passagem está em curso desde o final da última década, é verdade, mas o Mundial de 2026, ao que tudo indica, será o último do argentino Lionel Messi, 38, e do português Cristiano Ronaldo, 41, os principais boleiros do planeta em boa parte deste século. Se eles ainda são capazes de atuar em alto nível e brigar pelo título da Copa, existem também jovens sedentos pelo trono.
O francês Kylian Mbappé já tem, aos 27 anos, um currículo impressionante, com 12 gols no Mundial, duas finais e um título. O espanhol Lamine Yamal, 18, é dono de um talento inegável. E há Vinicius, disposto a guiar o país do futebol de volta à terra prometida.
“Antes, eu era uma promessa. Agora estou na linha de frente, conduzindo o time e tentando levar o Brasil ao topo do futebol”, afirmou. “Há muita pressão na seleção, faz tempo que não ganhamos a Copa. Manter a calma pode nos tornar melhores.”
O garoto de São Gonçalo já exibiu repetidamente sua capacidade com a camisa do Real Madrid. Após um início difícil no clube espanhol, consolidou-se como um de seus craques. E mostrou poder de decisão em jogos enormes: fez o gol do título da Champions League de 2021/22 e marcou também no triunfo da decisão de 2023/24.
Aclamado por parte da crítica como o melhor jogador de 2024, perdeu o título de melhor do mundo na mais prestigiada premiação, a Bola de Ouro, da revista France Football, para o espanhol Rodri, do Manchester City. Venceu a votação da Fifa (Federação Internacional de Futebol), o que soou como um prêmio de consolação.
Ele atribuiu a derrota à sua luta contra o racismo –do qual é vítima recorrente nos campos europeus. Insultado, o menino de São Gonçalo dança provocativamente ao celebrar seus gols e é novamente insultado. “Baila, Vini” virou um grito de seus apoiadores e o nome do documentário da Netflix que retrata sua trajetória.
Junior já bailou muito sob comando do italiano Carlo Ancelotti, o treinador que o fez desabrochar no Real Madrid. Ancelotti assumiu a seleção brasileira no ano passado e conta com o futebol do fluminense para conduzir o Brasil ao hexa, 24 anos após o penta.
“Aprendi muito com ele. Chegou ao clube quando eu tinha 21 anos e me deu a confiança de que eu precisava. É, de longe, o melhor técnico que já tive. É um dos maiores do futebol, se não é o maior”, disse o atacante.
Os elogios são recíprocos. Como fez no Real Madrid, Carletto tenta dar força a Vini na equipe verde-amarela. O italiano se recusa a convocar Neymar, embora mantenha publicamente a boa vizinhança com o velho dono da camisa 10, e incentiva o novo protagonista a abrir suas asas.
Na Copa de 2022, enquanto reverenciava Neymar e comia bisteca de ouro –a visita ao restaurante do midiático chef Salt Bae, em Doha, rendeu uma enxurrada de críticas–, Vinicius Junior marcou um gol e deu duas assistências. Agora, no Mundial a ser realizado nos Estados Unidos, no México e no Canadá, espera-se mais.



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