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Voo durou apenas 3 minutos e ação rápida dos bombeiros evitou explosão em BH; veja cronologia

Voo durou apenas 3 minutos e ação rápida dos bombeiros evitou explosão em BH; veja cronologia

Avião cai e bate em prédio em Belo Horizonte. Momento exato do acidente é captado pelo Globocop

Um avião monomotor de pequeno porte caiu e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, em Belo Horizonte; aeronave havia decolado da Pampulha. Crédito: Globo/@XNewsBrasil via X

Apenas nove minutos separam a decolagem do monomotor que saiu do Aeroporto da Pampulha e a chegada das primeiras equipes de resgate ao local da queda, após a aeronave atingir um prédio residencial no bairro Silveira, em Belo Horizonte, deixando três mortos na tarde dde segunda-feira, 4.

  • Voo decolou: 12h16
  • Avião colidiu com prédio: 12h19
  • Chegada dos bombeiros: 12h25

O avião decolou às 12h16, minutos depois o piloto declarou emergência do tipo “mayday”, devido a perda de controle da subida. Às 12h19, a aeronave perdeu altitude e colidiu com a lateral de um edifício, na altura do terceiro andar, antes de cair na área de estacionamento do condomínio.

O Corpo de Bombeiros chegou ao local por volta das 12h25, cerca de seis minutos após o impacto. Foram mobilizadas sete viaturas e 28 militares. Os trabalhos se concentraram inicialmente na retirada dos moradores do edifício que deixaram o prédio com o auxílio de escadas operacionais. Não houve vítimas entre os ocupantes do local.

As equipes também atuaram na contenção de riscos de incêndio e explosão, com aplicação de espuma mecânica sobre combustíveis e fluidos inflamáveis espalhados pela aeronave.

 Voo durou apenas 3 minutos e ação rápida dos bombeiros evitou explosão em BH; veja cronologia

Avião de pequeno porte atingiu prédio em BH. Foto: Gledston Tavare/AFP

A Aeronáutica retomou nesta terça-feira, 5, a perícia no local com trabalhos conduzidos por investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), órgão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com o Cenipa, as atividades integram a chamada Ação Inicial, etapa que envolve a coleta e confirmação de dados, a preservação de evidências e a análise preliminar dos danos causados pela aeronave. Também são levantadas informações que possam contribuir para a identificação dos fatores envolvidos no acidente.

Três pessoas morreram na queda: o piloto Wellington de Oliveira, de 34 anos; o empresário e veterinário Fernando Moreira Souto, de 36, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT); e Leonardo Berganholi.

Outros dois ocupantes, Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53, foram encaminhados para atendimento e permanecem hospitalizados, com quadro estável, segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

O avião pertencia à empresa Inet Telecomunicações Ltda e havia decolado de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Após pousar na Pampulha para o desembarque de uma passageira, seguiria para o Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. O modelo, um EMB-721C Sertanejo, tem capacidade para cinco passageiros, além do piloto, e não tinha autorização para operar como táxi aéreo, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave estava com o certificado de aeronavegabilidade válido até abril de 2027, em conformidade com os padrões exigidos para operação.

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