Minas Gerais também é urbana, criativa e dinâmica
O Estado de Minas Gerais é historicamente reconhecido como destino turístico por suas cidades coloniais, com ruas de paralelepípedo e igrejas centenárias. Mas a região vai além disso e oferece opções para quem busca uma programação cultural mais urbana, criativa e dinâmica.
Nesse cenário, Belo Horizonte se destaca por reunir atrações das mais diversas. O tradicional Mercado Central é parada obrigatória, reunindo 400 estabelecimentos que oferecem sabores, produtos típicos e a cultura mineira em um só lugar.
Outra opção ligada à tradição da capital mineira é o Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Mundial em 2016 e tombado pelo Iphan em 1997. No conjunto estão as quatro primeiras obras assinadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer. É formado por uma paisagem que agrega quatro edifícios articulados em torno do espelho d’água de um lago urbano artificial. Completam o espaço os painéis em azulejos criados por Candido Portinari, esculturas de artistas renomados como Alfredo Ceschiatti e José Alves Pedrosa, e os jardins planejados pelo paisagista Roberto Burle Marx.
O Circuito Liberdade integra museus, centros culturais e espaços de inovação em uma mesma região, com mais de 50 equipamentos instalados em prédios históricos. São mais de 50 atrações instaladas em prédios históricos, como o CCBB Belo Horizonte, com exposições imersivas, mostras internacionais, teatro e cinema; o Museu das Minas e do Metal, que conecta ciência, história e tecnologia de forma interativa; e o Memorial Minas Gerais Vale, que utiliza recursos audiovisuais para apresentar a cultura e as tradições do Estado.
Bares e restaurantes
A capital mineira também foi reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, reforçando seu protagonismo também no cenário gastronômico. E tem opção para os mais diversos gostos. O Bar do Lopes, por exemplo, é conhecido pelo fígado acebolado com jiló, enquanto o Bar da Lora se destaca pelos petiscos caseiros. Já o Café Palhares, fundado em 1938, mantém a tradição do “kaol”, prato que combina arroz, ovo, linguiça e outros acompanhamentos típicos.
A culinária contemporânea também ganha espaço. O Glouton, comandado pelo chef Leo Paixão, é referência em releituras da cozinha mineira. O Xapuri valoriza receitas tradicionais em ambiente acolhedor, enquanto o Oroboro aposta em uma proposta autoral com técnicas contemporâneas. Restaurantes como o Pacato e o Trintaeum também representam a nova cena gastronômica da cidade, combinando pesquisa, identidade local e inovação. Já o icônico Café Nice mantém viva a tradição boêmia e cultural da capital mineira.
Inhotim
Para quem deseja explorar além da capital sem abrir mão de uma programação cultural, Inhotim é uma das principais atrações do País. Localizado em Brumadinho, a cerca de 60 quilômetros de Belo Horizonte, o espaço reúne museu de arte contemporânea e jardim botânico em um mesmo local. Situado entre os biomas da Mata Atlântica e do Cerrado, possui 1.862 obras de mais de 280 artistas, de 43 países, em meio a um jardim com mais de 4,3 mil espécies botânicas.

Inhotim reúne museu de arte contemporânea e jardim botânico Foto: Divulgação/Governo de MG
Essas são algumas das opções para quem quer visitar Minas e ir além das cidades históricas. Ao valorizar sua dimensão urbana sem abrir mão de sua essência, o Estado mostra que tradição e inovação podem caminhar juntas — e que seu turismo é, hoje, tão diverso quanto seu território.



Publicar comentário