Ser autista é ser pessoa com deficiência?
A chegada de mais um Dia Internacional de Conscientização sobre o Autismo, 2/4, o primeiro após a divulgação dos resultados do Censo 2022, que teve a estreia da pergunta ‘tem autista na casa?’, exige uma reflexão sobre o turbilhão que a comunidade autista tem enfrentado nos últimos anos com a evolução dos critérios para confirmar diagnósticos e a superexposição da temática na imprensa, no entretenimento, redes sociais e na política.
O número oficial – 2,4 milhões de autistas (com laudo) – é real ou somente uma amostra atrasada? Com base na atualização das diretrizes, muita gente, principalmente adultos, está e busca de confirmações a respeito de autopercepções e dificuldades pessoais. Além disso, mães e pais têm sido soterrados com informações bagunçadas e, muitas vezes, absolutamente divergentes a respeito de suas crianças.
Há quem diga: “agora, tudo é autismo!”. Sim, essa é uma avaliação constante nos tempos atuais, um pensamento que envolve desconhecimento, desinformação, capacitismo e uma avalanche de opiniões vazias a respeito de comportamentos, opções familiares para a criação dos filhos, uso excessivo das telas (smartphones, tablets e computadores) e características inerentes a outras condições neurológicas.



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