
A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e tornou réus 17 investigados por um suposto esquema de desvio de R$ 27 milhões. A decisão, proferida pelo juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, foi publicada no Diário Oficial da Justiça nesta segunda-feira (3).
Os envolvidos responderão por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, as contratações eram realizadas sem licitação para a venda de livros paradidáticos pela Editora Avante, empresa apontada como controlada pela família Jafar.
Detalhes da investigação
A denúncia aponta que contratos com valores superfaturados foram firmados com prefeituras do Estado, resultando em um prejuízo de R$ 27 milhões aos cofres públicos. Para viabilizar os acordos, o grupo teria efetuado pagamentos de propina a agentes públicos e políticos.
Entre os nomes que passam a figurar como réus estão a empresária Rossana Paroschi Jafar, seus filhos, o ex-coordenador da Central de Regulação de Mato Grosso do Sul, Ed Carlo Britto Burgatt, o advogado Gabriel Taquino de Paula, o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, e o ex-assessor da Casa Civil, Inácio da Silva Espíndola.
Andamento do processo
O empresário Heyder Bartz, denunciado na Operação Gutenberg, iniciada em 7 de julho deste ano, é o único que ainda não foi localizado pelas autoridades e permanece foragido. Os demais investigados estão cumprindo prisões preventivas ou medidas cautelares.
Com a notificação oficial, os agora réus possuem o prazo de dez dias para apresentar defesa prévia. Na sequência, o processo seguirá para a fase de instrução, que incluirá a produção de provas, oitivas de testemunhas e interrogatórios antes da sentença final.

