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Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes redirecionar de Dino para Mendonça investigação sobre ‘Dark Horse’

A defesa do senador Flávio Bolsonaro tentou por quatro vezes transferir do ministro Flávio Dino para André Mendonça a relatoria das investigações sobre a cinebiografia 'Dark Horse'.

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Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes redirecionar de Dino para Mendonça investigação sobre ‘Dark Horse’

A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP) realizou quatro tentativas para transferir do ministro Flávio Dino para o ministro André Mendonça a relatoria da investigação que apura a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora do filme ‘Dark Horse’, obra cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.

Em um dos pedidos apresentados, os advogados argumentaram que o ministro André Mendonça, que já conduzia outras apurações relacionadas à cinebiografia, deveria assumir integralmente também a investigação sobre o suposto uso de recursos públicos na produção.

A defesa alegou nos autos que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 representou uma manipulação das regras de competência para criar uma prevenção artificial e inexistente do ministro Flávio Dino em relação aos fatos apurados.

Dos quatro pedidos protocolados pela defesa, as duas primeiras petições foram endereçadas diretamente ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, enquanto as outras duas foram destinadas ao próprio ministro Flávio Dino.

As investigações conduzidas sobre o filme ‘Dark Horse’ concentram-se em apurar repasses de R$ 62,8 milhões realizados por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de eventual destinação de parte desses recursos para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora da obra.

O caso ganhou novos desdobramentos quando a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, relacionada ao financiamento da cinebiografia, tendo entre os alvos Mario Frias e Karina Gama, dona da Go Up, produtora do filme.

A Polícia Federal informou que a operação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, tendo identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema investigado.

No escopo da investigação conduzida pelas autoridades, os crimes apurados incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Fonte: g1.globo.com

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