Nativa do Brasil, a azulzinha (Evolvulus glomeratus) destaca-se pelas marcantes flores azuis com centro branco, uma tonalidade considerada incomum na flora tropical. A espécie é amplamente utilizada no paisagismo em canteiros ensolarados e bordaduras de caminhos, mas também se adapta muito bem a vasos altos e jardineiras suspensas, onde confere um elegante efeito pendente.
Em climas tropicais e subtropicais que não registram geadas, a planta floresce de maneira contínua ao longo de todo o ano, desacelerando o ritmo apenas durante os meses mais frios e secos. Para orientar sobre os cuidados adequados, especialistas em botânica detalham as principais exigências para o cultivo bem-sucedido da espécie.
Em relação à luminosidade, quanto mais sol direto a planta receber, melhor será o seu desenvolvimento, sendo recomendadas pelo menos quatro horas diárias de exposição. Cultivá-la com pouca luz faz com que fique estiolada, apresentando ramos compridos e ralos, além de escassez de flores. As pétalas costumam se abrir pela manhã devido ao calor e à radiação solar, fechando-se no fim da tarde ou em dias intensamente nublados.
No que tange às regas, embora a azulzinha suporte curtos períodos de estiagem após estar bem estabelecida, ela floresce com muito mais vigor se o solo for mantido levemente úmido, sem encharcamentos. A terra deve secar superficialmente entre uma irrigação e outra. Já no inverno, a frequência de regas precisa ser reduzida para evitar o apodrecimento das raízes.
A adubação também requer atenção: durante a primavera e o verão, é recomendada a aplicação de húmus de minhoca ou composto orgânico na superfície do solo a cada dois meses. Caso prefira adubação química, fertilizantes para floração como o NPK 4-14-8 podem ser empregados a cada 30 ou 45 dias, respeitando estritamente as concentrações indicadas pelos fabricantes.
Por fim, o substrato deve ser leve, fértil, arenoso e dotado de boa drenagem. Como os ramos da base tendem a ficar lenhosos e com folhas espaçadas com o passar do tempo, realizar uma poda no final do inverno estimula o surgimento de brotações densas para a primavera, garantindo uma planta sempre vistosa e florida.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
