A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia tem agenda confirmada para participar, nesta segunda-feira (14), de um seminário acadêmico promovido pela Universidade de São Paulo (USP) com o tema central voltado à discussão sobre a “Crise da democracia”. O evento ocorre em um momento de evidente repercussão institucional e instabilidade nos bastidores da mais alta corte do país.
A palestra da magistrada servirá como ato inaugural da programação do evento intitulado “USP Pensa Brasil — Crise da Democracia e Violência Social”. A iniciativa acadêmica será realizada ao longo da semana, estendendo-se até a próxima sexta-feira (18), com debates presenciais no campus Butantã, localizado na capital paulista, além de contar com transmissão integral pela internet.
O compromisso da ministra ganha relevo redobrado por acontecer exatamente na véspera da sessão plenária do STF. Na ocasião, os ministros da corte devem debater o teor do relatório elaborado pela Polícia Federal que aponta o ministro Alexandre de Moraes como suposto interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master.
Durante a abertura do evento na USP, a mesa de conversa que contará com a presença de Cármen Lúcia será conduzida pela socióloga Maria Arminda do Nascimento Arruda. Ela é ex-vice-reitora da instituição de ensino superior e atua como vice-presidente do Centro Observatório das Instituições Brasileiras (COI), um núcleo de estudos interdisciplinares da universidade.
A programação completa do ciclo de debates na capital paulista prevê ainda outras participações de destaque nacional. Entre os nomes confirmados para os próximos dias está o do ex-ministro da Justiça e ex-integrante do Supremo Ricardo Lewandowski, encarregado de proferir a conferência de encerramento na sexta-feira.
Lewandowski abordará o tema “Eleições e democracia no Brasil” dividindo o espaço de debates com o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Floriano de Azevedo Marques, fechando a semana de reflexões sobre as instituições brasileiras e o cenário democrático atual.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
