Um drone russo atingiu neste domingo (13) um trem de passageiros na fronteira da Ucrânia com a Polônia, país que integra a aliança militar da Otan. O incidente ocorreu poucas horas depois de o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson e outros diplomatas europeus utilizarem a mesma linha ferroviária para deixar o território ucraniano.
A composição ferroviária, frequentemente utilizada por delegações internacionais que partem de Kiev devido ao fechamento do espaço aéreo ucraniano em decorrência do conflito, foi alvejada a apenas dois quilômetros da divisa com o território polonês. A informação foi confirmada pela operadora ferroviária estatal da Ucrânia, que garantiu não haver registro de feridos na ocorrência.
O ex-primeiro-ministro da Suécia, Carl Bildt, que também integrava o grupo de autoridades, relatou nas redes sociais que o ataque atingiu um trem que vinha logo atrás da comitiva principal. Segundo o político sueco, os passageiros foram evacuados rapidamente assim que a aproximação do drone foi detectada, evitando maiores tragédias.
A empresa Ukrzaliznytsia, responsável pelas ferrovias ucranianas, avaliou que o alvo real do projétil russo poderia ser justamente a composição diplomática. Os horários de partida haviam sido ajustados em tempo real por motivos de segurança, fazendo com que o trem oficial partisse antes do previsto.
O episódio foi classificado pelo político britânico Boris Johnson como um ato aleatório e sem sentido. Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, classificou a intensificação dos ataques russos nas proximidades das fronteiras da Otan como uma clara escalada no conflito.
Paralelamente, autoridades locais relataram outros episódios de violência na região de fronteira e em zonas industriais russas, evidenciando a contínua escalada de bombardeios de longa distância em meio ao prolongado conflito no Leste Europeu.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
