Uma oferta de carro muito abaixo do valor de mercado pode esconder um esquema criminoso em que comprador e vendedor são enganados simultaneamente. A fraude começa com a cópia de um anúncio verdadeiro e frequentemente termina com o comprador realizando uma transferência via Pix para a conta de um terceiro, sem receber o veículo desejado.
O alerta sobre esse tipo de estelionato foi feito pelo delegado Edson Caetano, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Em orientações divulgadas, ele explicou que o golpista primeiramente aborda o verdadeiro vendedor do veículo demonstrando interesse na compra, mas exige que o anúncio original seja retirado do ar.
De posse das informações e das fotos do automóvel, o criminoso passa a anunciar o mesmo bem em outras plataformas digitais por um preço consideravelmente menor. É nesse momento que a segunda vítima entra na negociação, acreditando estar conversando diretamente com o proprietário legítimo.
Para manter a ilusão, o estelionatário utiliza artifícios como afirmar ao comprador que o veículo está registrado em nome de outra pessoa, enquanto diz ao verdadeiro dono que um parente ou funcionário irá avaliar ou retirar o automóvel. Ambas as partes são expressamente orientadas a não comentarem sobre os valores envolvidos na negociação.
A fraude se concretiza no momento do pagamento, quando o comprador transfere o dinheiro para a conta indicada pelo criminoso, enquanto o proprietário aguarda receber os valores diretamente de quem ele supõe ser o comprador final. Em algumas situações, as partes chegam a ir a cartórios sem debater a quantia financeira acordada.
Autoridades policiais reforçam que, para evitar prejuízos expressivos, os cidadãos devem sempre negociar de forma direta com o verdadeiro proprietário, recusar transferências para contas de terceiros e adotar medidas urgentes junto aos bancos em caso de suspeita ou confirmação de fraude.
Fonte: www.campograndenews.com.br
