A Prefeitura de União da Vitória, situada no sul do estado do Paraná, determinou a suspensão temporária das aulas presenciais em 18 unidades escolares pertencentes às redes municipal e estadual a partir desta segunda-feira. A medida drástica foi tomada em decorrência da enchente severa que atinge o município, comprometendo de forma significativa a infraestrutura educacional da região.
De acordo com as informações divulgadas pela administração local, doze dessas instituições de ensino foram adaptadas e transformadas em abrigos públicos provisórios para acolher as famílias que necessitaram abandonar suas residências devido ao avanço das águas. Outras seis escolas encontram-se diretamente atingidas por alagamentos ou situadas em áreas consideradas de alto risco.
A situação de emergência decorre da elevação abrupta do nível do Rio Iguaçu, principal curso hídrico que corta o município. Dados obtidos por meio do monitoramento hidrológico da Companhia Paranaense de Energia apontam que o manancial, cujo patamar de normalidade se estabelece em três metros e meio, atingiu a marca de 6,23 metros na tarde de domingo, mantendo trajetória ascendente desde o final da última semana.
Diante da gravidade do cenário, estimativas preliminares da Defesa Civil indicam que mais de dois mil habitantes de União da Vitória sofreram algum tipo de impacto em razão das inundações. Pelo menos duzentas pessoas encontram-se alojadas nos espaços educacionais convertidos em centrais de apoio e acolhimento humanitário geridas pelo poder público municipal.
O panorama crítico vivenciado no município sul-paranaense insere-se em um contexto de crise climática decorrente de sucessivos dias de tempestades severas em todo o estado. Dados consolidados em âmbito estadual mostram que mais de 15 mil pessoas foram afetadas pelas intempéries climáticas, distribuídas por quase sessenta municípios paranaenses atingidos por chuvas intensas e ventos fortes.
Diante da continuidade dos riscos e dos transtornos generalizados, as autoridades de segurança reforçaram os canais de atendimento à população, orientando que chamados de urgência sejam direcionados ao Corpo de Bombeiros, por meio do número 193, ou à Defesa Civil, através do telefone 199, garantindo o suporte necessário aos atingidos.
Fonte: tnonline.uol.com.br
