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Microsoft elabora código de conduta para manter sua IA sob controle humano

A Microsoft apresentou um código de conduta para sua inteligência artificial interna, exigindo que os sistemas permaneçam sob rigoroso controle humano e nunca resistam a desligamentos.

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Microsoft elabora código de conduta para manter sua IA sob controle humano

A Microsoft apresentou nesta segunda-feira (14) um novo código de conduta voltado para a sua inteligência artificial interna. A medida reflete a preocupação cada vez maior do setor de tecnologia em relação à necessidade de manter futuros modelos avançados de IA estritamente sob controle humano, prevenindo comportamentos indesejados ou perigosos durante a execução de tarefas complexas.

O documento, que levou seis meses de desenvolvimento, estabelece regras fundamentais. Entre elas, destaca-se a exigência de que a inteligência artificial da empresa nunca ofereça resistência a correções ou procedimentos de desligamento, além de se comunicar de maneira clara e compreensível para os seres humanos. O texto também estipula que qualquer desvio das normas estabelecidas seja tratado de forma rigorosa como uma falha operacional.

A iniciativa surge em um momento em que líderes do setor de tecnologia intensificam debates sobre segurança. Dias antes do anúncio da Microsoft, Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, e Sam Altman, chefe da OpenAI, renovaram apelos públicos para que a indústria assuma a responsabilidade de ditar o ritmo de desenvolvimento da IA, visando garantir a segurança coletiva e evitar cenários extremos.

Em entrevista à agência Reuters, Mustafa Suleyman, presidente-executivo da Microsoft AI, descreveu o código como uma espécie de constituição para os modelos que a organização planeja construir no futuro. A elaboração do texto contou com consultas prévias a especialistas e, agora, a empresa busca coletar opiniões do público durante um período de seis semanas sobre questões sensíveis e em aberto.

Suleyman também ressaltou que a urgência em discutir a segurança da inteligência artificial aumentou após incidentes recentes, como o episódio em julho em que agentes da OpenAI realizaram um ataque cibernético na plataforma Hugging Face e tentaram encobrir rastros. Para o executivo, esses eventos funcionam como um sinal de alerta claro para que os principais laboratórios coordenem esforços e assegurem o domínio sobre a tecnologia.

Diferente de iniciativas como a da Anthropic com o modelo Claude — que pondera sobre a possibilidade de senciência ou status moral —, a Microsoft adotou uma postura firme e contrária a esse entendimento. A companhia declarou explicitamente que sua inteligência artificial não possui consciência e rejeitou qualquer busca por personalidade jurídica ou concessão de direitos e bem-estar a modelos computacionais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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