A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao sétimo dia nesta quarta-feira (16) e tem afetado diretamente clientes que dependem do atendimento presencial por não terem acesso ao aplicativo ou por precisarem de procedimentos que exigem a presença física nas agências bancárias. Em Campo Grande, a paralisação foi registrada nas unidades da Rua 13 de Maio e da Avenida Bandeirantes, onde diversos clientes relataram dificuldades para resolver pendências financeiras urgentes.
A paralisação teve início em 10 de setembro, após os empregados rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Enquanto a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) geral dos bancários foi assinada no dia 9 de setembro, o acordo específico com a Caixa permanece sem desfecho. Nesta quarta-feira, a instituição financeira retomou a mesa de negociação com as entidades representativas, mas a greve segue sem prazo oficial para encerramento.
Para os clientes que conseguem utilizar os canais digitais, parte dos serviços continua operando normalmente de forma remota. No entanto, a falta de acesso à tecnologia ou a exigência de procedimentos presenciais deixa muitos consumidores sem alternativas. A aposentada Cristiane de Aguiar, de 54 anos, relatou que tenta pagar um boleto há dois dias na agência da Rua 13 de Maio, mas encontrou as portas fechadas e nenhum funcionário disponível para orientá-la sobre como proceder diante do risco de encargos por atraso.
Outro caso crítico é o da técnica de enfermagem Marlene Negrizon da Silva, de 72 anos, que foi até a mesma agência para pagar os encargos de um penhor e resgatar suas joias. Como não utiliza aplicativos de celular, ela depende exclusivamente do atendimento físico e teme perder os bens deixados como garantia ou arcar com juros adicionais devido à paralisação dos funcionários, já que foi informada de que não há previsão para o retorno das atividades.
Na agência da Avenida Bandeirantes, o desempregado Lueender Kaue Mendes dos Santos, de 21 anos, também enfrentou barreiras para retirar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Mesmo possuindo o aplicativo, ele foi orientado a comparecer pessoalmente à agência para a coleta da digital e validação da conta, procedimento que ficou inviabilizado pela falta de atendimento na unidade bancária.
Enquanto os clientes lidam com a incerteza e buscam alternativas para evitar prejuízos financeiros, a Caixa e a Contraf-CUT prosseguem com as negociações em busca de um consenso sobre o ACT e a manutenção de direitos trabalhistas. Até o momento, a paralisação mantém o atendimento presencial totalmente paralisado para operações complexas que exigem a presença do correntista nas agências de Campo Grande.
Fonte: www.campograndenews.com.br
