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Caixa corta-fogo leva mais segurança à queima de resíduos no Pantanal

Protótipo desenvolvido por universidade e institutos foi instalado na região do Amolar para substituir queima improvisada de lixo e evitar incêndios na vegetação.

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Caixa corta-fogo leva mais segurança à queima de resíduos no Pantanal

A ausência de um serviço regular de coleta de resíduos nas comunidades tradicionais do Pantanal motivou pesquisadores e moradores a adotarem uma nova alternativa para minimizar os riscos de incêndios florestais decorrentes da queima de lixo. Uma caixa corta-fogo inovadora começou a ser implantada na região do Amolar, fruto de uma parceria colaborativa entre a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o IHP (Instituto Homem Pantaneiro) e o GEF Terrestre.

O protótipo recém-desenvolvido apresenta uma estrutura inteiramente fechada, projetada para proporcionar um ambiente de queima controlada dos materiais descartados. O objetivo central da inovação é substituir o método rudimentar e improvisado que era historicamente empregado pelos habitantes locais, os quais costumavam abrir covas diretamente no solo e precisavam vigiar as chamas até a sua extinção total.

Para os moradores da Serra do Amolar, o novo equipamento representa uma mudança drástica na rotina de manejo dos rejeitos domésticos. Um dos residentes locais, identificado como Linder, explicou que a tecnologia possibilita o armazenamento temporário dos resíduos por um período de um a dois dias antes de realizar o procedimento de queima de forma mais segura.

Além da segurança contra chamas descontroladas, a caixa permite que subprodutos recicláveis sejam reaproveitados após o processo de queima. Conforme relatado pelo morador, materiais como latas e alumínio poderão ser facilmente retirados e separados do restante dos resíduos gerados pelo cotidiano da comunidade ribeirinha.

O morador também destacou a grande vulnerabilidade da região durante os períodos de estiagem prolongada, quando o risco de propagação do fogo aumenta drasticamente. Com a estrutura fechada, a preocupação constante de que as brasas alcancem a vegetação seca ao redor diminui consideravelmente em comparação com os antigos buracos cavados no terreno.

Por fim, o Instituto Homem Pantaneiro ressaltou que a iniciativa tem como foco principal unir o saber tradicional das populações locais com metodologias científicas adaptadas às particularidades ecológicas do território pantaneiro, garantindo maior proteção ambiental e qualidade de vida para as famílias da região.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano