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Eduardo Bolsonaro elogia exigência dos EUA e afirma se considerar dissidente político

Em visita a Washington, o ex-deputado federal comentou uma proposta apresentada pelo governo Trump ao Brasil e declarou integrar o grupo de dissidentes políticos.

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Eduardo Bolsonaro elogia exigência dos EUA e afirma se considerar dissidente político

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou em Washington ter recebido com satisfação a inclusão de uma menção a “dissidentes políticos” em uma proposta apresentada pela gestão de Donald Trump ao Brasil, ocorrida durante as tratativas sobre barreiras comerciais em outubro de 2025. Segundo o político brasileiro, a democracia exige a participação ativa desses grupos e elogiou a postura americana.

As declarações de Eduardo ocorrem após a revelação de que o governo dos Estados Unidos formulou um conjunto de exigências direcionadas ao Brasil nas negociações para a remoção de tarifas alfandegárias. Entre as demandas constava a consideração de dissidentes políticos no cenário eleitoral, ponto que o ex-parlamentar destacou como uma forma de evitar cenários semelhantes aos observados na Venezuela.

Durante a agenda na capital norte-americana, acompanhado pelo comentarista político Paulo Figueiredo, ambos afirmaram que se enquadram na categoria de dissidentes em virtude de suas críticas às autoridades brasileiras e à necessidade de estarem fora do país. Figueiredo atribuiu a situação atual do exílio de opositores ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Vale lembrar que Eduardo Bolsonaro foi condenado em junho de 2026 pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto, sob acusação de coação no curso do processo decorrente de sua atuação nos Estados Unidos com o objetivo de pressionar o Judiciário brasileiro.

Além das discussões sobre o processo eleitoral, a comitiva em solo americano buscou articular a retomada de sanções internacionais baseadas na Lei Global Magnitsky contra ministros da Suprema Corte brasileira, incluindo nomes como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

Por fim, Eduardo manifestou preocupação com o futuro das eleições no Brasil, afirmando identificar indícios de preparativos narrativos por parte de magistrados do STF para contestar eventual resultado favorável à oposição, comparando o cenário brasileiro recente a episódios externos de anulação de pleitos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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