Um laudo pericial elaborado pelo Instituto Médico Legal concluiu que a diarista Paola Stefany Neto Cirino, apontada como principal suspeita pelo homicídio de um casal de idosos em Belo Horizonte, não sofria de perturbação mental no momento do crime. A constatação técnica foi confirmada à reportagem pela defesa da acusada, representada pelo advogado Bruno Correa Lemos.
O exame foi executado pelo órgão pericial no dia 14 de setembro, após uma determinação judicial para que os peritos tivessem acesso integral aos autos do processo a fim de subsidiar a análise técnica. A apuração indicou que a Justiça mineira foi procurada para comentar sobre a chegada do documento, mas ainda não havia retornado aos questionamentos até o fechamento desta edição.
No mês de agosto, o Judiciário havia solicitado a avaliação psiquiátrica devido a questionamentos sobre a sanidade mental da ré. Na ocasião, registros apontavam que ela alegava ter sofrido um surto psicótico durante a ação, somados a relatos de instabilidade emocional, histórico de atendimento psiquiátrico de urgência e uso contínuo de medicamentos controlados. Atualmente, ela cumpre prisão preventiva pelo crime de latrocínio.
Em decorrência da determinação do exame psiquiátrico no mês passado, o andamento da ação penal em desfavor de Paola permaneceu temporariamente suspenso, seguindo os trâmites previstos pelo Código de Processo Penal. Com a conclusão do laudo pericial, o processo tende a retomar o seu curso regular na esfera judicial.
O crime que chocou a capital mineira foi marcado por extrema violência, contabilizando dezenas de perfurações por faca contra as vítimas idosas. Investigadores apontaram que não havia sinais de arrombamento no imóvel, embora uma gaveta com semijoias estivesse revirada e pertences como celulares e uma bolsa de grife tenham desaparecido.
Durante as investigações, a polícia localizou peças de vestuário manchadas de sangue em uma caçamba de lixo, supostamente descartadas durante a fuga. Além disso, autoridades relataram que a suspeita confessou informalmente a autoria do homicídio, afirmando ter comercializado os itens roubados por aproximadamente R$ 3 mil, enquanto os agentes apreenderam uma quantia expressiva de dinheiro em poder dela.
Fonte: noticias.uol.com.br
