O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União), permanece sem se entregar às autoridades policiais após ter sua prisão decretada em virtude de uma operação voltada a apurar a suposta infiltração da facção criminosa PCC em companhias de transporte público por ônibus e esferas do poder público.
Anteriormente, no dia anterior à última atualização, Leite havia declarado em contato com a reportagem que se encontrava no interior do estado paulista e que planejava se apresentar no prazo de até 24 horas para demonstrar sua inocência, compromisso que acabou não sendo cumprido até o momento.
As tentativas de contato telefônico feitas pela reportagem nesta manhã não obtiveram sucesso, visto que as ligações não foram completadas. Além disso, o ex-vereador cessou o recebimento de mensagens instantâneas ainda no final da tarde do dia anterior.
A investigação policial que culminou na ordem de prisão chegou ao nome do ex-parlamentar a partir da análise de conversas e trocas de mensagens obtidas no WhatsApp entre suspeitos de integrarem a organização criminosa, conforme detalhado pelo delegado Fabrício Intelizano, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).
Em um dos trechos destacados pelos investigadores, um indivíduo apontado como membro da facção relata a um parceiro ter orientado um advogado chamado Milton Milreu sobre a necessidade de envolver Milton Leite na resolução de determinado assunto de interesse do grupo.
Além das conversas telemáticas, a decisão judicial assinada pelo magistrado Sergio Ribas, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), menciona depoimentos prestados por policiais militares em procedimentos internos que apontam Leite como o verdadeiro proprietário oculto da empresa de ônibus Transwolff, apontada como uma das companhias controladas pela facção na capital paulista.
Fonte: noticias.uol.com.br
