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PCDs no Brasil: o que os dados do IBGE revelam sobre trabalho, renda e educação

Nova edição do informativo do IBGE com base no Censo 2022 aponta desigualdades enfrentadas por 14,4 milhões de pessoas com deficiência no país.

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PCDs no Brasil: o que os dados do IBGE revelam sobre trabalho, renda e educação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a segunda edição do informativo Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, trazendo um panorama detalhado fundamentado nos dados do Censo Demográfico 2022. O levantamento mapeou a realidade socioeconômica de uma parcela significativa da população nacional.

De acordo com a publicação, o Brasil contabilizava 14,4 milhões de pessoas com deficiência em 2022, o equivalente a cerca de 7,3% da população total. Desse contingente, 6,03% apresentavam deficiência severa, caracterizada pela muita dificuldade em alguma função, enquanto 1,23% registravam deficiência profunda. O estudo também cruzou informações de fontes complementares, como o Censo Escolar, o Tribunal Superior Eleitoral e pesquisas municipais.

No quesito tipos de limitação, a dificuldade mais comum identificada foi a de enxergar, atingindo 4,0% dos brasileiros. Na sequência, aparecem os problemas para caminhar ou subir degraus, com 2,6%, e para pegar objetos pequenos, com 2,0%. Dificuldades ligadas a funções mentais e a mais de uma restrição simultânea registraram 1,4% cada, ao passo que a limitação auditiva alcançou 1,3% da população.

Os impactos dessas barreiras refletem diretamente no mercado de trabalho e na composição da renda familiar. Em domicílios com moradores com deficiência, a renda do trabalho responde por 55,7% do total, enquanto transferências como aposentadorias, pensões e benefícios sociais representam 44,3%. Em contraste, nos lares sem pessoas com deficiência, o trabalho compõe 78,4% da renda, deixando apenas 21,6% para as demais fontes.

O nível de ocupação das pessoas com deficiência ficou em 29,0% no ano do Censo, patamar quase duas vezes menor que o verificado entre as pessoas sem deficiência, que atingiu 55,8%. Essa distância se acentua conforme a gravidade da condição, caindo para 21,2% no grupo com deficiência profunda. Além disso, a taxa de analfabetismo entre PCDs chegou a 12,2%, doze vezes superior à registrada entre pessoas sem deficiência, que foi de 1,0%.

Apesar do cenário desafiador de desigualdades, o estudo apontou avanços pontuais no serviço público federal. A proporção de servidores ativos com deficiência passou de 0,7% em 2015 para 1,5% em 2024, dando um salto expressivo para 2,8% em 2025. O crescimento também ocorreu em cargos comissionados, evidenciando mudanças graduais na inclusão institucional no âmbito da administração federal.

Fonte: g1.globo.com

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