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Após polêmicas e boicote em turnê, Ed Sheeran define situação em Gaza como ‘catastrófica’

Em seu primeiro show após a debandada de artistas de sua turnê nos Estados Unidos, o cantor britânico Ed Sheeran discursou sobre o conflito no Oriente Médio e classificou o que ocorre em Gaza como catastrófico.

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Após polêmicas e boicote em turnê, Ed Sheeran define situação em Gaza como ‘catastrófica’

O cantor britânico Ed Sheeran quebrou o silêncio e se pronunciou publicamente sobre a recente onda de polêmicas que resultou na saída de diversos artistas de sua atual turnê norte-americana, conhecida como Loop Tour. Durante a abertura de sua apresentação na Filadélfia, nos Estados Unidos, o artista proferiu um discurso detalhado abordando o impacto das discussões políticas em seus shows.

A manifestação ocorreu no primeiro concerto do músico após a crise iniciada com a remoção do rapper Macklemore do line-up. No palco, Sheeran pontuou que nunca teve a intenção de atuar como um músico ativista, mas reconheceu que o atual cenário o colocou no centro de um debate complexo sobre a liberdade de expressão e a geopolítica internacional.

Durante o desabafo, o cantor admitiu falhas e demonstrou arrependimento pelas decisões tomadas ao longo da semana. Ele fez menção direta aos ataques realizados em Israel no dia 7 de outubro e ao festival Nova, classificando os episódios como horríveis e ressaltando que eles agravaram dores históricas do povo judeu, ao mesmo tempo em que definiu a situação atual na Faixa de Gaza como catastrófica, desproporcional e injustificável.

O artista britânico também expressou forte preocupação com a exigência de pré-aprovação de conteúdos artísticos por parte de locais de eventos, prática que, segundo ele, ocorre em diversas regiões do mundo onde se apresenta, mas que não deveria encontrar espaço em nações que defendem a liberdade de expressão.

A turbulência na turnê começou após Macklemore utilizar o palco em Nova Jersey para exibir imagens de Gaza e manifestar apoio à causa palestina. Em resposta, Sheeran retirou o rapper de 22 datas de sua agenda nos Estados Unidos. A decisão gerou um movimento de solidariedade que culminou no abandono de outros atos de abertura previstos para a temporada, incluindo Aaron Rowe, Finneas, Lukas Graham e a banda Beoga.

Devido à ausência de artistas de abertura na Filadélfia, o evento sofreu alterações em sua programação horária e registrou impacto na bilheteria, com queda nos preços dos ingressos e assentos vazios no estádio. Do lado de fora do local do show, manifestantes pró-Palestina organizaram um ato público para protestar contra os desdobramentos do caso.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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