A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do vereador Dionaldo Morinigo (PDT), de 49 anos, detido na noite de sexta-feira (18), em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande. O parlamentar, que também atua como subtenente do Corpo de Bombeiros, envolveu-se em um grave acidente de trânsito que resultou em ferimentos a um adolescente de 17 anos.
Segundo o advogado de defesa, Marcos Ivan, a equipe jurídica tentará obter a liberdade do parlamentar durante a audiência de custódia marcada para as 10h deste domingo. A defesa contesta veementemente a versão apresentada pelas autoridades policiais, apontando supostas irregularidades na condução da prisão e sustentando que as acusações carecem de provas materiais.
O caso teve início após uma colisão entre a caminhonete Toyota Hilux conduzida pelo vereador e uma VW Saveiro guiada pelo adolescente, que ficou gravemente ferido. De acordo com o registro policial, o parlamentar teria deixado o local do impacto sem prestar socorro, sendo interceptado a cerca de dois quilômetros de distância. Os relatos iniciais também indicam que ele estaria armado, além de ter feito ameaças e tentado subornar um policial.
No entanto, a defesa argumenta que o episódio se tratou estritamente de um acidente de trânsito e que não há sustentação legal para os demais crimes imputados. Sobre a acusação de corrupção ativa, o advogado destaca que a imputação se baseia unicamente no depoimento do agente abordador, sem o respaldo de gravações em áudio, vídeo ou testemunhas oculares que comprovem a suposta oferta de vantagem indevida.
Outro ponto rebatido pela defesa diz respeito à acusação de embriaguez ao volante. Marcos Ivan enfatizou que nenhum teste de bafômetro ou exame de sangue foi realizado para comprovar o estado alcoólico, embora os policiais tenham registrado odor de álcool e encontrado latas de cerveja no veículo. A dinâmica da batida também gera divergências: enquanto o boletim policial aponta que Dionaldo dirigia em alta velocidade e atingiu a lateral da Saveiro, a defesa alega que o jovem teria invadido a preferencial.
Por fim, em relação à pistola calibre 9 milímetros encontrada com o político, o advogado sustenta que, na qualidade de bombeiro militar da reserva, ele possuía porte funcional e a intenção de entregar o armamento exclusivamente na delegacia. A polícia, por sua vez, informou que a arma seria de origem paraguaia e estaria sem registro. Dionaldo foi autuado por lesão corporal culposa agravada por embriaguez, omissão de socorro, porte ilegal de arma, corrupção ativa, ameaça e desacato.
Fonte: www.campograndenews.com.br
