Alvos no Brasil podem sofrer nas próximas semanas sanções dos Estados Unidos ligadas ao combate às facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho). As investigações americanas para embasar a ação têm sido intensas, segundo autoridades que acompanham o tema.
As sanções podem recair sobre indivíduos, empresas ou instituições, inclusive com atuação política, cujos integrantes tenham alguma conexão com as facções brasileiras. Essa eventual rodada de sanções seria sustentada por um esforço de monitoramento que vem sendo feito há alguns meses, com suporte do departamento do Tesouro, da Justiça e do FBI.
Investigadores têm se dedicado a rastrear o caminho do dinheiro do PCC e do CV nos Estados Unidos. A leitura diplomática indica que há uma sinalização clara dessa intenção na queixa pública feita pela gestão de Donald Trump de que o governo brasileiro falhou em confrontar os grupos criminosos.
O governo brasileiro rebateu as críticas por meio de nota oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirmando que a gestão americana ignora iniciativas e a cooperação já existente. O Executivo nacional reiterou que continuará atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento ao crime organizado.
No primeiro semestre, os Estados Unidos já haviam enquadrado o PCC e o CV em categorias ligadas ao terrorismo, ampliando os instrumentos para o bloqueio de ativos. A primeira ação dessa nova abordagem ocorreu em 1º de julho, quando o Tesouro americano anunciou sanções contra brasileiros e empresas apontados em esquemas de lavagem de dinheiro.
Enquanto isso, o Brasil tem intensificado operações internas, como a deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo contra esquemas que envolvem o transporte público da capital e suspeitas de infiltração do crime organizado na política e na economia.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
