Os títulos da dívida externa emitidos pela CSN estão entre os de melhor desempenho nos mercados emergentes desde a nomeação de seu novo CEO. Os investidores demonstram forte otimismo, apostando que o ambicioso programa de desinvestimento da companhia finalmente avançará de forma a permitir uma redução expressiva em seu elevado endividamento.
A chegada de Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale, foi anunciada no dia 2 de setembro. A mudança na liderança é interpretada por bancos credores e pelo mercado como um marco para o gigante da siderurgia, que permaneceu sob o comando de Benjamin Steinbruch por duas décadas.
A escolha de um executivo externo à família controladora foi vista de maneira muito positiva por analistas. A expectativa é de que Schvartsman tenha a autonomia necessária para destravar e concluir negociações de venda de ativos que se arrastam há anos.
Refletindo esse otimismo, os papéis da companhia acumulam retorno médio de cerca de 5% desde o anúncio, superando amplamente o índice geral de dívida corporativa de emergentes. O avanço mais imediato está na unidade de cimento, cujas ofertas vinculantes giram em torno de R$ 11 bilhões por parte de concorrentes como Huaxin, Votorantim e Polimix.
Além da divisão cimenteira, a companhia também movimenta tratativas para negociar a unidade siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen e ativos de infraestrutura de forma separada. Investidores depositam confiança na vasta experiência de Schvartsman para conter a alavancagem financeira da empresa e renegociar passivos com credores em um momento desafiador para o setor.
Fonte: c-level.folha.uol.com.br
