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Operação contra infiltração do PCC no transporte tem 11 alvos com prisões mantidas após audiências

A Justiça de São Paulo manteve a prisão temporária de 11 alvos da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do PCC no transporte público e resultou na prisão do ex-vereador Milton Leite.

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Operação contra infiltração do PCC no transporte tem 11 alvos com prisões mantidas após audiências

A Justiça do estado de São Paulo confirmou a manutenção da prisão temporária de 11 pessoas que figuram como alvos principais da Operação Vectura Corrupta. A ofensiva policial e do Ministério Público mira suspeitas de infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte público paulistas e ganhou grande repercussão após culminar na prisão do ex-vereador Milton Leite, filiado ao União Brasil.

De acordo com informações obtidas junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo, os suspeitos passaram por sessões de audiências de custódia realizadas entre a última sexta-feira e o domingo. A corte informou que não registrou o comparecimento ou a realização de audiências referentes a cinco dos dezesseis alvos que possuíam mandados de prisão expedidos, levantando fortes indícios de que esses indivíduos possam estar foragidos.

O último investigado a se apresentar às autoridades policiais foi Paulo Korek, que compareceu de forma voluntária na noite de sábado na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes localizada em Mogi das Cruzes, na região metropolitana da capital. Antes de se entregar formalmente, a defesa de Korek exigiu garantias estritas quanto à preservação de sua integridade física, alegando receio de risco de vida no ambiente prisional, contando com o acompanhamento de agentes da Corregedoria da Polícia Civil.

O advogado Roberto Vasco Teixeira Leite, responsável pela defesa de Paulo Korek, negou veementemente qualquer participação de seu cliente nos crimes imputados. Segundo o defensor, não há acusações diretas contra Korek, mas sim menções a diálogos de terceiros citando nomes. O Ministério Público sustenta que Korek atuava como um suposto ‘testa de ferro’ do crime organizado, administrando interesses da facção e controlando ocultamente empresas de ônibus repassadas a laranjas.

Entre os investigados que se apresentaram anteriormente está o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo por seis vezes, Milton Leite. Ele se entregou na tarde de sexta-feira, cerca de 38 horas após a deflagração da operação policial. Em declarações prestadas na delegacia de Mogi das Cruzes, Leite declarou sua inocência e afirmou que terá total oportunidade de esclarecer os fatos, posicionamento reforçado por seu advogado, Aloísio Lacerda Medeiros.

A representação que culminou no pedido de prisão contra o ex-vereador baseou-se em menções ao seu nome encontradas em áudios extraídos de um aparelho celular apreendido e em depoimentos prestados por policiais à Corregedoria da Polícia Militar. Conforme os autos, não constam até o momento outras provas materiais diretas, como registros de pagamentos ou vínculos societários formais ligando Milton Leite aos investigados.

A investigação conduzida pelas autoridades segue aprofundando apurações sobre a possível corrupção de agentes públicos e o financiamento de campanhas eleitorais municipais por parte da facção criminosa. Os mandados expedidos no âmbito da operação foram cumpridos em diversas cidades paulistas, incluindo a capital, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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