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Vereador tem prisão preventiva decretada após acusação de ameaça e tentativa de suborno em Ponta Porã

Justiça converte prisão em flagrante em preventiva para o vereador Dionaldo Moringo, que também é subtenente do Corpo de Bombeiros, após acidente com vítima grave, fuga e suspeita de embriaguez.

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Vereador tem prisão preventiva decretada após acusação de ameaça e tentativa de suborno em Ponta Porã

A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva do vereador de Ponta Porã, Dionaldo Moringo, que também atua como subtenente do Corpo de Bombeiros. A decisão foi emitida neste domingo (20), após o parlamentar se envolver em um grave acidente de trânsito que deixou uma pessoa ferida, fugir do local sem prestar socorro e, posteriormente, ser acusado de tentar subornar e ameaçar policiais durante a abordagem.

De acordo com a decisão assinada pelo juiz Rafael Vieira de Leucas, da Comarca de Plantão da VI Região, existem elementos suficientes para manter o parlamentar recluso. O caso teve início com uma colisão entre veículos que resultou em lesões graves para a vítima. Em vez de prestar socorro, o condutor da caminhonete Toyota Hilux deixou o local em alta velocidade, sendo interceptado após perseguição policial.

Os autos apontam indícios de que Dionaldo estaria com a capacidade psicomotora alterada pelo consumo de álcool. Embora tenha se recusado a realizar o teste do bafômetro, os agentes registraram sinais de exaltação, agressividade e hálito etílico, além de encontrarem latas de cerveja no interior do veículo. Durante a abordagem, o vereador teria ameaçado um policial civil, afirmando que iria ‘pegá-lo depois’, o que pesou na avaliação de risco sobre a intimidação de testemunhas.

O magistrado também destacou a conduta do político ao tentar usar sua posição funcional para negociar a liberação no local. Para a Justiça, a postura representou tentativa de interferência indevida na atuação dos agentes públicos. Com a conversão do flagrante, o vereador responderá, em tese, por crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro e no Código Penal, incluindo lesão corporal na direção de veículos, fuga do local, corrupção ativa, desacato e ameaça.

Além da manutenção da prisão, a decisão determinou a suspensão cautelar do porte de arma de fogo de Dionaldo, a retenção de uma pistola Sig Sauer de 9 mm apreendida na ocorrência e o envio de ofício ao Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar para as medidas administrativas e disciplinares cabíveis. A arma em questão é apontada no registro policial como sendo de origem paraguaia e sem registro formal.

Por sua vez, a defesa do vereador, representada pelo advogado Marcos Ivan, contestou integralmente a versão apresentada pela polícia e apontou irregularidades na prisão. Segundo o defensor, tratou-se apenas de um acidente de trânsito — cuja culpa seria do condutor da Saveiro que teria invadido a preferencial — e não há provas materiais das acusações de suborno ou ameaça, sustentando que Dionaldo reúne todos os requisitos para responder ao processo em liberdade.

Fonte: ligadonanoticia.com.br

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