A Polícia Civil instaurou diligências para apurar se existe alguma ligação direta entre a recente prisão de Milton Leite e um furto registrado em seu escritório político. Fontes da cúpula da corporação indicam que o episódio atrai a atenção dos investigadores devido a circunstâncias peculiares que cercam a invasão ocorrida na noite anterior.
De acordo com o registro oficial da ocorrência, os criminosos que invadiram o espaço subtraíram o disco rígido (HD) responsável por armazenar as imagens capturadas pelo sistema interno de monitoramento de segurança. No entanto, o que mais intrigou as autoridades foi o fato de os invasores terem deixado para trás uma quantia de aproximadamente R$ 20 mil em espécie.
O montante em dinheiro foi localizado pelos policiais espalhado sobre um sofá do escritório. Além da quantia financeira intacta, os agentes encontraram no local diversos cartões de crédito e um Bilhete Único registrados em nome de Milton Leite, além de documentos autenticados do ex-vereador que também foram apreendidos para fins de análise pericial.
O caso acontece em meio ao desdobramento das acusações que levaram à prisão do político. Milton Leite se entregou às autoridades na última sexta-feira, após alegar publicamente sua inocência perante as investigações em curso e negar veementemente qualquer envolvimento com irregularidades.
Em declarações anteriores concedidas à imprensa, o ex-presidente da Câmara Municipal afirmou não possuir ligações societárias ou comerciais com empresas de transporte urbano. Segundo ele, sua atuação na SPTrans ocorreu exclusivamente no contexto de uma interlocução institucional solicitada pelo ex-prefeito Bruno Covas durante o período de greve registrado em 2019.
Por sua vez, a empresa Transwolff também se manifestou sobre o caso, negando de forma categórica que Milton Leite tenha exercido qualquer tipo de participação societária, função gerencial ou poder de decisão na administração da companhia. As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do furto e eventuais desdobramentos judiciais.
Fonte: noticias.uol.com.br
