Nem sempre a peça mais barata representa o melhor negócio no momento das compras. De acordo com orientações de especialistas em imagem, uma roupa considerada cara também pode se transformar em um excelente investimento, dependendo exclusivamente da frequência com que será utilizada no dia a dia.
O hábito do consumismo desenfreado costuma prejudicar a funcionalidade do guarda-roupa. Comprar constantemente por impulso, seja motivado por promoções ou por novas tendências passageiras, faz o armário crescer em volume sem necessariamente se tornar mais prático ou versátil.
Para evitar esse tipo de erro antes de passar o cartão na loja, existe uma conta matemática bastante simples que avalia o custo-benefício: basta dividir o preço total da peça pelo número estimado de vezes que ela será usada.
Um exemplo prático ajuda a ilustrar essa lógica: um blazer clássico avaliado em R$ 600, mas utilizado ao menos 30 vezes, resulta em um custo de R$ 20 por uso. Em contrapartida, uma calça de R$ 150 comprada por impulso e vestida apenas duas vezes eleva o custo para R$ 75 por cada utilização.
Antes de fechar uma nova aquisição, os consumidores devem refletir fazendo três perguntas fundamentais: com quantas peças do armário atual a novidade combina? Quantas ocasiões reais existem para vesti-la? A pessoa realmente se imagina usando o item muitas vezes?
Os investimentos financeiros devem ser direcionados para itens que sustentam a rotina, como calças de boa qualidade, camisas bem cortadas, blazers, sapatos confortáveis e acessórios duráveis. Esses produtos costumam ter um preço inicial mais alto, mas acompanham o usuário por longos períodos.
Por outro lado, a economia deve ser aplicada em tendências passageiras, cores muito específicas, roupas para ocasiões únicas e itens que ainda geram dúvidas sobre a real adequação ao estilo pessoal. A conclusão é que a boa compra não é a mais barata, mas sim aquela que evita o desperdício com o que fica parado no armário.
Fonte: www.campograndenews.com.br
