O 1º Tribunal do Júri de Campo Grande absolveu, nesta terça-feira (22), Sebastião Matos Mendes, de 30 anos, da acusação de matar o primo Cláudio Lourenço Almeida de Siqueira, de 31 anos, e de atingir outro homem durante uma briga. O crime ocorreu em novembro de 2024, na Vila Cidade Morena. Desde que foi preso, Sebastião admitiu ter feito os disparos, mas sustentou que agiu em reação por acreditar que Cláudio estava armado. Da decisão ainda cabe recurso.
Durante o julgamento, a defesa reforçou a tese de que o réu acreditava que seria atacado. Por sua vez, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu a condenação de Sebastião tanto pela morte de Cláudio quanto pelos disparos que atingiram a segunda vítima na ocasião. Na sentença, o juiz Bruno Palhano Gonçalves registrou que o Conselho de Sentença reconheceu as materialidades e a autoria dos delitos, mas optou por absolver o acusado das duas imputações.
O magistrado determinou o arquivamento do processo quando esgotadas as possibilidades de recurso. Como o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição, nenhuma pena foi fixada ao réu. A discussão que culminou na morte teve início horas antes dos tiros, quando Sebastião bebia na casa de um conhecido e Cláudio passou pelo endereço, gerando um desentendimento inicial entre os primos.
Após o desentendimento verbal, Sebastião deixou o local, foi buscar um revólver calibre .38 e retornou à confraternização. Por volta das 21h, Cláudio voltou ao endereço acompanhado de outra pessoa. Conforme a denúncia apresentada pela acusação, Sebastião sacou a arma e efetuou vários disparos, matando o primo e ferindo o outro homem presente na residência, que recebeu atendimento médico e sobreviveu.
Em depoimentos prestados desde a época de sua prisão, em novembro de 2024, Sebastião confessou os disparos e alegou que o primo o havia ameaçado no dia anterior. Segundo a versão sustentada por ele, Cláudio fez um movimento interpretado como o ato de sacar uma arma durante o novo encontro, motivando a reação com os tiros.
O histórico de desavenças entre os primos envolvia também uma cobrança financeira de R$ 5 mil. Moradores relataram na época que Cláudio utilizava tornozeleira eletrônica e suspeitava que Sebastião o havia denunciado, resultando em sua prisão anterior por posse de arma. O valor cobrado corresponderia aos gastos que Cláudio teve com honorários advocatícios após aquele episódio, tendo inclusive apontado para o equipamento de monitoramento durante discussões anteriores e afirmado que a situação lhe custara R$ 5 mil.
Fonte: www.campograndenews.com.br
