Os candidatos ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL), Alexandre Kalil (PDT), Patrus Ananias (PT), Gabriel (MDB), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Mateus Simões (PSD) participaram de uma série de entrevistas no telejornal MG1, conduzidas pelos jornalistas Mara Pinheiro e Sérgio Marques. Os seis postulantes foram convidados com base na melhor colocação na pesquisa de intenção de voto do Datafolha.
A equipe do projeto Fato ou Fake analisou as principais declarações concedidas pelos políticos durante as sabatinas transmitidas ao vivo. Entre os temas abordados estiveram a dívida pública do estado, projeções orçamentárias, mandados de prisão em aberto, concessões de serviços públicos e indicadores de educação.
Sobre a situação fiscal mineira, a declaração de Flávio Roscoe apontando uma dívida financeira de R$ 209 bilhões foi classificada como fato. Dados da Secretaria de Estado de Fazenda atualizados em agosto de 2026 apontam um montante total de R$ 208,87 bilhões, sendo a maior parte devida à União e o restante a organismos multilaterais e passivos diversos.
Outro ponto checado envolveu os números de mandados de prisão citados por Roscoe. A afirmação de que haveria 20 mil condenados andando pelas ruas com mandados pendentes foi considerada ‘não é bem assim’. Embora existam cerca de 18,1 mil mandados de prisão e recaptura pendentes no estado, apenas uma fração menor corresponde a condenações transitadas em julgado, predominando as ordens de prisão preventiva.
No caso de Alexandre Kalil, a declaração sobre a previsão de um déficit consolidado de R$ 8 bilhões na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027 foi dada como fato, visto que o texto aprovado projeta um déficit de R$ 7,67 bilhões. Por outro lado, a afirmação de que ele teria sido o prefeito mais votado da história da capital foi classificada como ‘não é bem assim’, pois votações anteriores de ex-prefeitos registraram números superiores de sufrágios válidos.
As checagens também abrangeram temas como a rede de atendimento a mulheres vítimas de violência, mencionada por Patrus Ananias, e as concessões de escolas públicas estaduais para serviços não pedagógicos, além de projeções sobre o transporte coletivo de Belo Horizonte, isenções fiscais, taxas de licenciamento de veículos e os índices do Ideb para o ensino médio em Minas Gerais.
Fonte: g1.globo.com
