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Antes de participar da execução de jovens, homem bebeu e usou drogas com vítimas

Segundo a investigação policial, um dos suspeitos de participar da morte de Ellen Vitória e Vitória Gabriely passou parte da madrugada consumindo álcool e drogas com as vítimas.

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Antes de participar da execução de jovens, homem bebeu e usou drogas com vítimas

Lucas Batista, preso por suspeita de participação na morte de Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 19, estava na casa das vítimas antes da execução e passou parte da madrugada com elas. Segundo o delegado responsável pela investigação, ele havia ficado no imóvel enquanto bebia com o irmão de Vitória, Otávio, e um grupo de amigos, que também teria feito uso de drogas. O crime aconteceu durante a madrugada, e os autores passaram cerca de cinco horas com as meninas.

Conforme o relato apresentado à polícia, parte dos amigos deixou a residência por volta das 2h30. Lucas, Otávio, Ellen e Vitória permaneceram no local. Cerca de meia hora depois, Luiz Carlos, conhecido como “Bob Esponja”, chegou à casa e iniciou uma conversa relacionada à droga armazenada no imóvel, mudando drasticamente o clima da reunião.

A partir daí, a situação escalou para a violência. De acordo com o delegado, Luiz Carlos foi para o quarto onde estavam as jovens e passou a agredi-las. As vítimas foram espancadas e estranguladas com uma corda. Lucas, inicialmente, tentou minimizar a própria participação, mas depois confessou que também ajudou na execução das duas jovens.

A investigação também apura o papel de Luiz Carlos e uma possível ligação com integrantes de uma facção criminosa. O delegado afirmou que Lucas negou fazer parte de organização criminosa e que, até o momento, não é possível confirmar se Luiz Carlos mantinha contato com algum criminoso ou se a execução teria sido determinada por terceiros. A polícia procura esclarecer ainda uma suposta videochamada que teria ocorrido durante a ação, aguardando a perícia nos celulares.

Após o assassinato, Luiz Carlos teria levado parte da droga que estava na residência e procurado um adolescente para escondê-la. O menor foi apreendido com a substância e responderá por ato infracional análogo ao tráfico. Além da maconha e da pasta base, Luiz pegou os celulares das vítimas e os enterrou no terreno da casa de sua irmã. A polícia solicitou a quebra do sigilo telefônico para identificar coautores.

Luiz Carlos morreu após reagir a uma abordagem policial durante as diligências para localizar os suspeitos, sendo baleado por um policial da Força Tática em Rochedo. Lucas Batista deverá responder por duplo homicídio e também por tráfico de drogas, visto que participou da ocultação do entorpecente.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano