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Entenda o Escudo das Américas, aliança de Donald Trump com governos conservadores da região

Iniciativa liderada pelos EUA une 14 países latino-americanos em torno de sanções contra 24 grupos criminosos, incluindo o PCC e o Comando Vermelho.

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Entenda o Escudo das Américas, aliança de Donald Trump com governos conservadores da região

Um grupo de 14 nações latino-americanas endossou um pacote de sanções impulsionado pelos Estados Unidos contra 24 organizações criminosas que operam no continente. A medida atinge diretamente facções brasileiras de grande notoriedade, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificadas pela administração de Washington como entidades narcoterroristas.

A ofensiva faz parte do escopo da coalizão denominada Escudo das Américas. Apresentada como pilar central da política de segurança do governo de Donald Trump contra o crime organizado e o tráfico internacional de entorpecentes, a estratégia engloba sanções severas, restrições a fluxos migratórios e o congelamento de ativos financeiros.

Liderada pelos americanos, a aliança aposta no compartilhamento de inteligência e na cooperação operacional conjunta. No entanto, o arranjo tem sido alvo de ceticismo por parte de especialistas, que enxergam na iniciativa um instrumento de projeção hegemônica dos Estados Unidos sobre a América Latina.

Durante discurso proferido na Assembleia Geral da ONU, Donald Trump reforçou a tese ao declarar que fará uso do poder militar norte-americano para resguardar os interesses vitais do país no hemisfério, caso necessário. O mandatário criticou administrações anteriores por permitirem a proliferação de cartéis e a instabilidade regional.

A coalizão conta atualmente com 15 países membros, reunindo os Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago. O lançamento oficial ocorreu em março, na Flórida, com governos alinhados à Casa Branca.

Grandes economias regionais lideradas por gestões de esquerda, como Brasil e México, mantêm-se fora do bloco. Analistas apontam que a exclusão dessas nações limita o alcance prático do combate transnacional às drogas, evidenciando que a coalizão prioriza afinidades ideológicas e o reposicionamento estratégico dos EUA frente a potências globais como a China.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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