A comunidade escolar de Apucarana, no Paraná, foi tomada pelo luto nesta quinta-feira (24) após a confirmação da morte do estudante Brayan Antonio, de apenas 8 anos. O menino foi vítima de um ataque violento praticado por um cachorro da raça pit bull que pertencia à sua própria família.
Diante da tragédia, a Escola Municipal Senador Marcos de Barros Freire divulgou uma nota oficial de pesar para homenagear o aluno e manifestar apoio irrestrito aos familiares, amigos e colegas enlutados pela perda precoce.
No comunicado divulgado pela instituição de ensino, professores e funcionários destacaram o impacto da ausência do garoto no ambiente escolar. A mensagem enfatizou a alegria e a presença marcante de Brayan no cotidiano da escola.
O incidente ocorreu no pátio da residência da família, situada no Residencial Viverti, próximo ao Clube de Campo Água Azul. Conforme apurado pelas autoridades locais, o menino brincava no quintal com o animal quando a agressão aconteceu de forma inesperada.
No momento do ocorrido, os pais da criança estavam ausentes devido ao trabalho. Brayan encontrava-se sob os cuidados de uma prima de 13 anos e na companhia de outra menina, de 5 anos, quando o pit bull desferiu os golpes concentrados principalmente na região do rosto e do pescoço.
A gravidade da situação mobilizou os moradores da vizinhança, que precisaram derrubar o portão e o muro da residência para socorrer a vítima. Para conseguir interromper o ataque, os próprios vizinhos sacrificaram o cão no local.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas rapidamente para prestar o socorro médico, mas os ferimentos eram gravíssimos e a criança acabou falecendo ainda no endereço da ocorrência.
Segundo informações preliminares repassadas pela Guarda Civil Municipal e pela Polícia Civil, o animal mantinha um histórico de convivência pacífica com os menores de idade que residiam na casa, o que intriga os investigadores.
A investigação do caso está sob a responsabilidade da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana. O delegado-chefe Marcus Felipe da Rocha Rodrigues determinou a abertura de inquérito para esclarecer os fatores que desencadearam a fúria do cão e apurar eventual responsabilidade dos adultos.
Fonte: tnonline.uol.com.br
